Evangelizare #1 – Apresentação

Evangelizare é um programa quinzenal dedicado à Evangelização Espírita Infantil. Neste primeiro programa, Natália Cristina se apresenta e faz algumas reflexões sobre este importante setor do trabalho espírita!

Acompanhe pelo YouTube:

 

Apenas o áudio:

Caso queira fazer download do arquivo .mp3 para ouvir em seu computador, smartphone ou tablet, clique aqui!

Assine nosso feed: http://feeds.feedburner.com/estudoespirita/podcasts

Espírito Crítico #2 – Polêmica Espírita

velho

Neste segundo episódio, abordo um dos maiores tabus do Movimento Espírita: Polêmicas. Elas sempre surgem, mas frequentemente são abafadas. Seriam, assim, tão ruins? Acompanhe e descubra!

O programa vai ao ar todo segundo e quarto domingo de cada mês, à meia-noite.

Acompanhe pelo YouTube:

 

Apenas o áudio:

Obs.: Se quiser baixar o arquivo .mp3 para ouvir no seu computador, tablet, smartphone, etc. Clique aqui.

Caso queira entrar em contato, mande um email para: estudoespirita.org@gmail.com 

Assine nosso feed: http://feeds.feedburner.com/estudoespirita/podcasts

Espírito Crítico #1 – Apresentações

Neste primeiro áudio, trago algumas informações sobre mim e sobre o que pretendo fazer neste novo podcast (sim, existe um áudio antigo com este mesmo nome, mas agora, de fato, vou dar sequência).

O programa vai ao ar todo segundo e quarto domingo de cada mês, à meia-noite.

Acompanhe pelo YouTube:

 

Apenas o áudio:

Obs.: Se quiser fazer download do arquivo .mp3, clique aqui com o botão direito do mouse e selecione “salvar arquio como”.

Se quiser entrar em contato conosco, envie um email, para: estudoespirita.org@gmail.com 

Assine nosso feed: http://feeds.feedburner.com/estudoespirita/podcasts

Mídia e Espiritismo

Muitos espíritas acreditam que a palavra Espiritismo foi criada por Allan Kardec. Contudo, hoje sabemos que isso não é verdade. Por volta do ano de 2010, através da lista de emails da Confederação Espírita Pan-Americana, por seu capítulo Brasileiro, foi divulgado um pequeno trecho que faria parte de um livro, escritor por José Carlos Ferreira Fernandes, onde este nos mostra que a palavra Espiritismo já existia antes das publicações de Allan Kardec.

Como exemplo, cita dois livros, ambos de 1854, em que consta a palavra Espiritismo, no original “spiritism”. Você pode ver aqui e aqui (digite na busca do lado esquerdo: spiritism, e clique em “ir”). Entretanto, ainda que a palavra “Espiritismo” não tenha sido cunhada por Kardec, é fato que a ele ficou associada. Mas, nem sempre foi assim.

No Brasil, entre as décadas de 1910-1930, houve uma verdadeira “guerra” entre Espíritas e Umbandistas a respeito do uso das denominações: “Espiritismo e Espírita”. O cisma era que alguns autores Umbandistas, especialmente em razão do preconceito social, defendiam que a Umbanda também era uma forma de Espiritismo e, por isso, teria amplo direito sobre o termo. É nesta época que algumas nomenclaturas existentes hoje em dia tomaram forma, como, por exemplo: Alto Espiritismo, baixo Espiritismo, Mesa Branca, Centro de Terreiro, etc.

Esses neologismos todos terminaram por prejudicar tanto a compreensão do que é Espiritismo, quanto à compreensão do que é Umbanda. Contudo, se estes autores protestassem um usufruto histórico do termo, teriam razão, já que não foi Kardec quem criou o termo. Isso não ocorreu e o tempo passou e a polêmica esfriou. A Umbanda entre as décadas de 1940-1970 cresceu vertiginosamente e se corporificou com uma identidade própria, não havendo mais necessidade de usar o termo “Espiritismo” para se firmar socialmente.

Segundo autores como Alexandre Cumino, o mesmo aconteceu com muitos grupos do Candomblé, que buscando uma melhor visão social nesse período de ascensão Umbandistas, começaram a se denominar também como Umbandistas. A diferença, em relação à trajetória espiritismo-umbanda, é que muitos grupos não se uniram apenas em nomenclatura, mas também em práticas e movimentos como o Umbandomblé surgiram e até hoje progridem.

Fiz essa rápida introdução apenas para deixar claro o motivo pelo qual Espiritismo, Umbanda e Candomblé (todas, doutrinas espiritualistas), no Brasil são, até hoje, confundidas com Espiritismo ou, ainda, como formas diferentes de praticar o Espiritismo. Contudo, ainda que hoje se possam visualizar todos esses segmentos em seus respectivos campos, é possível encontrar informações distorcidas a respeito, especialmente, na mídia.

Recentemente li uma matéria cujo título me impressionou: Líderes do espiritismo explicam rituais da Umbanda e do Candomblé, publicada no site da Globo News, em 22/10/2013. O título me chamou atenção, afinal, que autoridade tem os espíritas para falar sobre Umbanda e Candomblé? O espanto, porém, não ficou apenas no título. Vejamos alguns recortes da reportagem: 

“No Parque dos Orixás, no RJ, espíritas realizam cultos com finalidades variadas, como a de descarrego e até para resolver problemas amorosos”.

A primeira coisa a se pontuar é que o Espiritismo não cultua Orixás. Depois, os espíritas não possuem práticas como a do descarrego e, por fim, não fazem trabalhos para “resolver problemas amorosos”. Acredito mesmo que muitos líderes da Umbanda e do Candomblé diriam o mesmo a respeito de suas religiões… Contudo, isso deixo para eles dizerem.

Depois, lemos o seguinte:

“Na Estrada Velha da Serra da Estrela, na Região Serrana do Rio de Janeiro, há o acesso ao Parque Ecológico dos Orixás. É uma região onde seguidores do espiritismo, tanto da Umbanda quanto do Candomblé, se reúnem para realizar suas cerimônias religiosas”.

Os espíritas não realizam “cerimônias religiosas” de nenhuma espécie, especialmente em Parques.

Depois, isso:

“José Antônio Luiz Balieiro, presidente da Federação Espírita Brasileira, diz que o Parque Ecológico dos Orixás foi criado para o povo da Umbanda e do Candomblé fazerem seus trabalhos espirituais”. 

Isso me deixou duplamente confuso. Primeiro, o presidente da Federação Espírita Brasileira é Antonio Cesar Perri de Carvalho. Segundo, José Antôno Luiz Balieiro era (ou é, não sei) presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (não do Rio de Janeiro, onde se encontra o parque), e tudo isso me fez pensar: afinal, quem é que foi entrevistado?

Enfim, há tantas informações desencontradas a respeito do Espiritismo e da Umbanda nessa matéria que creio que nossos amigos Umbandistas também não ficariam satisfeitos, como, por exemplo, a referência de que na Umbanda não se cultua Orixás…

É preciso ter muito cuidado com o que se lê na internet, mesmo em grandes e renomados sites como este. Esse tipo de má informação apenas atrapalha e não raro, influi sobre muitas pessoas que, acreditando na confiabilidade e renome do site, aceita essas informações como verdadeiras.

Vamos, portanto, ficar bem atentos!