FIM DO BLOG

“Tudo tem fluxo e refluxo; tudo ,em suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação.” – O CAIBALION –

Informo a todos os seguidores do blog que o mesmo será descontinuado e, até o meio do ano, sairá do ar. Não se preocupem, não houve problema algum! Mas, tudo tem seu começo, meio e fim. Novos projetos requerem agora minha total atenção, de modo que este blog já cumpriu o seu papel.

Os que quiserem me acompanhar poderão fazê-lo através do canal: http://www.youtube.com/mediumdeumbanda – Um abraço a todos!

Cada um com sua missão

Recentemente conheci uma música Brasileira belíssima e que me soa um perfeito hino de espiritualidade livre, chamada: Gratidão, por Marie Gabrielle e Nicole Salmi, há um trecho da música que gostaria de destacar:

“Não há melhor, não há grande nem pequeno. 
O que há é muito o que trabalhar.
Cada um fazendo o seu direito, 

só alegria e belezas vão brotar”.

Ao visitar um terreiro de Umbanda, recorde-se desse trecho… Lembre-se que as diversas vertentes e formas de trabalho são ângulos e pontos-de-vistas e que cada uma, desde que respeite a ética e moral religiosa, fazem seu trabalho, dentro daquilo que lhes cabe, pouco importando se há atabaques, se o terreiro é grande, pequeno, muito decorado, pouco decorado, se trabalha com a esquerda, se não trabalha, etc.

Cada um fazendo a sua parte, sem dúvida, só belezas vão brotar!

 

 

A honestidade dos picaretas

mentiroso15Como narrei no post anterior, conversei com duas pessoas que sofreram ou recorreram à amarração para “ter uma pessoa de volta”. Num desses casos, porém, houve uma conversa interessante. A médium que aceitou fazer a amarração disse que seria honesta e que só aceitaria fazer o trabalho se de fato a resposta de seus guias fosse positiva… Detalhe, o trabalho custa R$ 4.000,00 (quatro mil reais).

Então, pergunto:

  • Alguém acha mesmo que uma pessoa recusaria 4 mil numa crise dessas?

Na verdade, parecer uma pessoa honesta (ainda que o que se proponha a fazer seja ruim) é fundamental em qualquer negócio. Ninguém quer negociar com alguém que não pareça falar a verdade. É por essa razão que esses tranqueiras sempre se esforçam em parecer sérios e respeitáveis.

Então, mais uma vez, alerto a todos que algum dia venham a correr os olhos nessa página: não existe seriedade, ética ou moral em que se propõe a fazer o mal a alguém. Essas pessoas sempre vão dizer o que você quer ouvir, por que não se importam com seu sofrimento, querem apenas seu dinheiro!

Amarrações

amarracao-coracaoRecentemente gravei um áudio sobre amarrações e, felizmente, duas pessoas vieram conversar comigo sobre isso. Uma que recorreu a esta prática e outra que “perdeu” o marido por conta dela…

É muito triste pensar que, em pleno século XXI, ainda hajam pessoas dispostas a isso!

Seja como for, um ponto interessante a ser considerado é como a amarração impacta a vida do outro cônjuge. Por ex:

Maria fez uma amarração para separar João de Ana. E como fica Ana nessa história?

Para que uma amarração funcione, é indispensável que os espíritos inferiores tirem quaisquer obstáculos do caminho de João, inclusive, pessoas que poderiam prejudicar seu intento.

Logo, é indispensável também atacar Ana, a fim de que ela fique o mais longe possível de João e, por consequência, o trabalho inteiro fica mais fácil…

Percebem como isso é problemático? Então, Maria, em nosso exemplo, é responsável não apenas por interferir nos caminhos do João, mas também da Ana. Em algum momento virá a cobrança…

 

Diário de um médium iniciante

Este é um livro simples onde descrevo o meu processo de desenvolvimento mediúnico. Não se trata de um livro teórico sobre mediunidade, mas um livro descritivo de todo o processo. O que senti, como foi, quais as minhas impressões, como foi a minha primeira incorporação, etc.

Toda segunda-feira liberarei dois capítulos no blog: http://diariomediunico.blogspot.com.br/ – Se você gostar, por favor, divulgue!

Desde muito jovem interessei-me pelo assunto da mediunidade. Lembro-me de, aos 17 anos, ir à livraria de um Centro Espírita e pedir um exemplar de O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec.

A vendedora, uma senhora de meia idade, olhou-me com carinho e me recomendou outra leitura, dizendo que o livro que desejava não era para minha idade. Eu deveria ler outros, mais “leves”.

No entanto, insisti.

Havia acabado de ler O Livro dos Espíritos e queria acompanhar a seqüência natural. Depois de muita relutância, terminou por vender-me o precioso livro. Li-o com interesse voraz nas férias da família, na praia.

Venho de família sem-religião, embora cada um cresse em Deus à sua maneira. Assuntos religiosos não eram comuns em nossa casa. Não que fossem proibidos, apenas não conversávamos muito sobre isso.

Exceto por um tio-avô distante cujo contato durante a vida somou-se nos dedos de uma mão, eu era o primeiro a me assumir espírita. Tinha exatos 17 anos de idade e comecei a ler vorazmente. Desejava saber tudo que fosse possível sobre Espiritismo.

Aos 18 anos cai num processo obsessivo que me perturbou o sono em barulhos estranhos durante a noite… Vozes que pareciam me chamar ou rir de mim. Estranha sensação de estar sendo observado o tempo todo… Vultos que me apreciam e sumiam antes que pudesse divisá-los com clareza, etc.

E se não fosse a intercessão amiga recebida no mesmo centro onde adquiri o livro, talvez tivesse caído em absoluta prostração.

O tempo passou e exceto por uma ou outra experiência sutil o suficiente para me deixar confuso se era real ou fruto da imaginação, eu nada mais tive.

Mergulhei mais fundo ainda nos estudos, o que me levou a um estado de crítica sobre o Movimento Espírita que simplesmente me paralisou qualquer esforço perseverante no bem.

Alguns anos se passaram e me mantive distanciado dos trabalhos em centro espírita. Freqüentava apenas eventualmente, algumas vezes ao ano. Permanecia isolado em minha fé…

Mas, os ventos do destino sopram alheios à nossa vontade e acabei me interessando pela prática mediúnica na Umbanda no momento em que conheci médium Adão Netto, médium de aprimorado dom e que, além da escrita mediúnica, também incorporava pretos-velhos, caboclos, etc.

Tive ímpeto de acompanhar mais de perto os trabalhos que se realizavam na Casa de Caridade Irmãos de Luz, em Uberaba – MG e munido de uma coragem vinda não sei de onde, propus à entidade chefe o meu intento de pesquisar sobre a mediunidade na Umbanda. Para minha surpresa, fui recebido de braços abertos.

A partir de então, em cada gira (nome dado às sessões), comparecia com um caderno e tinha certa liberdade para transitar e fazer as anotações que quisesse.

Observei tudo: as reações corporais dos médiuns durante o transe, a alteração no timbre da voz, os movimentos do corpo, a forma de trabalho da entidade, seu ponto riscado, etc. Se não bastasse, as próprias entidades se propuseram a responder minhas perguntas e, desde então, tive o prazer de conversar dezenas de horas com pretos-velhos, ciganos e exus sobre todos os mistérios da Umbanda.

Pouco tempo depois, um convite: se desejasse, iria ser cambone (pessoa encarregada de auxiliar a entidade incorporada) em todos os trabalhos. Aceitei de pronto. Vesti-me de branco, o que causou muita estranheza e zombaria de alguns amigos e mesmo das entidades que me tachavam de “pesquisador” ou “cabeçudo”.

Mergulhei sinceramente no trabalho. Auxiliava em tudo. Preocupava-me, por vezes, mais que o próprio médium no preparo dos elementos de trabalho de suas entidades. Acompanhava com vivo interesse cada atendimento, cada palavra amiga que as entidades ofereciam aos consulentes.

Em fevereiro de 2015, um dos guias-chefes da casa, Pai Cipriano das Almas, me ofereceu a oportunidade do desenvolvimento mediúnico. Se quisesse, iria desenvolver a minha sensibilidade, isto é, a capacidade de perceber os espíritos. Para alguém que sempre se interessou em mediunidade, isso era o santo graal.

A partir de então, a mediunidade despontou-se como um iceberg no horizonte de um mar tranqüilo. Uma transformação inimaginável operou-se em minhas percepções de modo que, ao recordar tudo que passou, chego mesmo a ficar sem palavras…

Assim, amigo leitor, de agora em diante, você acompanhará a minha experiência pessoal no desenvolvimento da mediunidade sensitiva e de incorporação. Narrarei com o máximo possível de detalhes tudo que me aconteceu, como aconteceu, o que senti, quanto tempo durou, etc e, na segunda parte do livro, ofereço opiniões sobre diversos assuntos que direta ou indiretamente tocam a mediunidade.

Quero apresentar um quadro vivo das minhas experiências, na esperança de ajudar outros médiuns que estejam em desenvolvimento ou que pretendam se iniciar.
Não desejo oferecer explicações técnicas ou teóricas da mediunidade. Existem muitos livros sobre isso. Desejo apenas oferecer o relato verídico da minha experiência pessoal.

Vamos lá?

QUARESMA: QUANDO ABREM OS PORTÕES DO UMBRAL

gatesAo contrário do que muitos pensam, a quaresma não é uma data importante apenas para a Igreja Católica. Outras comunidades Cristãs, como: Calvinistas, Luteranas, Anglicanas, Ortodoxas, também a adotam, conforme seus preceitos.

Curiosamente, não se trata apenas de um período de purgação espiritual simbolizado nos 40 dias em que Jesus passou no desertou ou Moisés no monte Sinai. Trata-se de um período com fortes implicações espirituais, cuja tradição remonta, pelo menos, 1600 anos.

Asseguram-nos os espíritos que, neste período, há uma profunda agitação na atmosfera Umbralina, o que faz com que muitos espíritos consigam vir à superfície da Terra com muita facilidade.

Embora existam espíritos responsáveis por vigiar os “canais de saída”, nesse período, a agitação é tão grande que, mesmo eles, não conseguem impedir a passagem dessas entidades. É quando uma imensa quantidade de espíritos sofredores e perturbadores ganham livre acesso ao mundo dos homens.

O que se passa, então, é um verdadeiro caos: cada um segue por conta do seu interesse. Alguns, viciados, correrão para saciarem-se; outros, perturbados, buscarão seus familiares; alguns, vingativos, o que tanto anseiam e por aí vai.

Com tantas entidades perturbadoras perambulando livremente, a chance de cairmos em sentimentos nocivos que nos farão mal é muito grande. Desavenças são acirradas. Vinganças são alimentadas. Ódios são cultivados. É preciso ter muita firmeza de cabeça.

Nesse período, mais do que qualquer outro do ano, temos que ter cuidado redobrado com nossos pensamentos e sentimentos, pois com imensa facilidade, poderemos ser alvo das investidas inferiores. Orai e Vigiai, em dobro… Em triplo!

É provável, contudo, que a maior parte das pessoas não perceba todo esse perigo. Entretanto, os médiuns percebem, com facilidade.

As próximas três quaresmas, até o ano de 2019, serão intensamente mais fortes que as anteriores. São os momentos finais, agônicos, de uma sociedade, encarnada e desencarnada, prestes a se renovar ou se atrasar, conforme as escolhas feitas.

***

Muitas casas de Umbanda fecham as portas, com receio das perturbações que essas entidades causam. Entretanto, a recomendação é justamente inversa. Este é um período de intenso trabalho, de redobrada caridade e auxílio aos encarnados e desencarnados. Nenhuma casa deve fechar as portas.

Vamos todos concentrar nossos esforços no bem, na caridade, no amor ao próximo. Refugiarmos na oração e na vigília constante de nossos pensamentos e atos e nada teremos a temer.