Arquivo da categoria: Avisos

Grupo no Viber

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Estamos participando da corrida para criar um grupo no aplicativo VIBER, para smartphone. Se você quiser nos ajudar, basta baixá-lo e enviar #datalimite2019 para 55 11 0800 0800 – já atingimos 4% do total necessário. Assim que conseguirmos, vamos criar um grupo espiritualista que abordará, além do tema inicial, todo o conteúdo deste blog. Vamos lá?

 

 

Recomeçando

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Amigos,

Ontem o site www.psicosfera.org foi invadido por Hackers de Bangladesh (pelo menos, é o que diz o logo pirata). Quem tentou acessá-lo, viu que além de terem mudado a página inicial, ainda colocaram a música tema do filme Piratas do Caribe (bem humorados, não?).

Eu já criei muitos sites ao longo destes anos, mas isso nunca me aconteceu antes. Entrei em contato com o suporte do servidor onde hospedo o site pedindo ajuda e monossilabicamente responderam que devia apagar o index.html (espécie de coluna vertebral do site). Assim o fiz, reinstalei o arquivo e consegui recuperar o site.

Ao tentar fazer login, descobri que alteraram meu nome de usuário (algo que o sistema wordpress diz não ser possível). Isso me irritou profundamente, pois mostrou que o servidor onde hospedo o site não tem qualquer tipo de segurança. Eu poderia alterar a minha senha, mas não posso alterar mais meu nome de usuário que, de leonardomontes (meu nome), passou a ser engraçadamente, “bu”.

Eu fiquei simplesmente surpreso com a audácia e facilidade com que conseguiram descobrir minha senha de acesso (que é a mesma do meu email) e fazer essa bagunça toda. O suporte me disse, ainda, que essa invasão provavelmente se deu através de alguma brecha de segurança de algum plugin que utilizo no site. E só utilizo aquilo que é essencialmente funcional, para o site ficar mais leve.

Isso aconteceu num momento muito atribulado da minha vida, onde a faculdade (último período, enfim!) e o trabalho, estão praticamente sugando as minhas forças. Soma-se isso ao descontentamento que estava tendo com a mídia podcast (e foi para produzir conteúdo nesse formato que iniciei este novo site, já que o estudoespirita.org não permite que eu crie com a mesma liberdade que um site independente em servidor próprio), uma que o número de acessos, apesar das várias curtidas e compartilhamentos, estava bem inferior aos números que eu conseguia quando, simplesmente, publicava áudio no meu canal do YouTube.

Levando tudo isso em consideração (e os gastos, quase 5 vezes maiores) e tendo sempre em mente que meu objetivo é compartilhar o que aprendi sobre Espiritismo da melhor forma possível (e peço desculpas por tantas trapalhadas virtuais, já que sempre aprendi fuçando, embora me garanta em conteúdo doutrinário), tomei a decisão de abandonar de vez o projeto psicosfera.org e a mídia podcast (pesquise para você entender a diferença entre simplesmente postar áudio no YouTube e o que vem a ser, de fato, mídia podcast).

Em vez disso, retomarei o blog estudoespirita.org, hospedado no próprio servidor do wordpress.com, que nunca foi invadido e vou publicar conteúdo em texto, áudio e vídeo, sem definir, porém, qualquer periodicidade. De muita boa vontade, vou publicar o que der, quando der, com espírito sempre de colaboração e partilha de boa informação doutrinária.

Vou aproveitar o que aprendi sobre edição de áudio (embora ainda em tom amador) para criar programas com melhor qualidade possível e vou disponibilizá-los no meu canal do YouTube (onde já se somam mais de 20 mil acessos, mais de 200 inscritos e mais de 89 mil horas de conteúdo exibido) e também vou disponibilizar o arquivo .mp3 para as pessoas que quiserem ouvir em seus smartphone/tablets.

Para se ter ideia do quanto levo isso a sério, acabo de fazer um investimento de quase R$ 500,00 reais em um gravador de áudio semiprofissional para tentar deixar com a melhor qualidade possível os programas.

Também estou aprendendo sobre edição de vídeo e, em breve, voltarei a postar vídeos sobre Espiritismo. Vou dedicar praticamente todo o potencial do meu iPad Mini para isso, garantindo pelo menos uma qualidade razoável de imagem para os padrões atuais do YouTube (você deve notar que normalmente os canais espíritas do YouTube possuem péssima qualidade de imagem e áudio).

Sendo assim, reforço meu intento de continuar produzindo conteúdo para iniciantes no Espiritismo com a melhor qualidade doutrinária e áudio/visual que me for possível e peço ajuda de todos que gostam desse projeto, curtindo e compartilhando essas informações em suas redes sociais.

O Espiritismo não deseja fazer prosélitos; entretanto, é missão de todos os espíritas a divulgação.

Grato.

Leonardo Montes.

 

 

 

 

Novo Site

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Comunico a todos os amigos que acompanham este blog que, a partir de hoje, meus esforços se concentraram num novo site, mais moderno e que comporta os recursos de que preciso para produzir conteúdo em áudio de qualidade.

Assim, peço a todos que visitem: www.psicosfera.org – onde irei postar vários podcasts sobre o Espiritismo, que será a nova forma de trabalharmos virtualmente.

 

Grupo: Eu Sou Espírita – Facebook

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Grupo: Eu Sou Espírita – Facebook

Há alguns meses, entrei num grupo de facebook sobre o Espiritismo, chamado: Eu Sou Espírita . Como tinha interesse em avaliar outros grupos espíritas do facebook, acabei não dando muita atenção a este, embora muito grande (mais de 55 mil membros).

Depois de ter feito uma peneira, passei a observar seu conteúdo e percebi que um grande número de pessoas postava cotidianamente neste grupo em busca de instrução. Comecei a participar.

De início, tudo muito bem. Um moderador do grupo me convidou, inclusive, a expor meus estudos em áudio todos os dias. Curtia meus comentários e também comentava vários tópicos que eu criava, até que…

Semana passada, uma moça criou um tópico manifestando sua dificuldade/indignação, com relação à justiça Divina. Em suma, ela achava (como muitos acham) que nós estamos à beira do caos, com tanto desamor.

Eu lhe respondi indicando um estudo do psicólogo Americano Steven Pinker, mostrando o contrário, que estamos em tempo pacíficos, se comparado com outros períodos da história.

Para minha surpresa, o mesmo referido moderador (que imagino ser o “dono” do grupo), simplesmente excluiu tanto o meu comentário quanto a resposta da criadora do tópico à mim.

Estranhando, ela perguntou o motivo de ter seu último comentário excluído, ao que o referido moderador disse apenas que aquele dia seria um dia de prece no grupo e que não permitiria assuntos polêmicos, pois isso acabava escondendo os avisos de preces a ser realizada à noite.

Em outro tópico, ele já havia dito que o dia de preces no grupo tinha feito muito bem em razão do tanto de mensagens que ele havia recebido criticando-o por essa atitude (ou será que eram críticas por que ele havia apagado outros tópicos sem consideração alguma pelos que participavam?). A princípio, achei estranho, mas não dei atenção.

Eis que, quando fui responder que meu comentário havia sido excluído também e que não havia nenhuma polêmica naquela discussão (que já somava dezenas de comentários, de dezenas de pessoas), simplesmente descobri que o tópico foi apagado. Ele apagou todo o tópico, cortando uma discussão doutrinária séria sem a menor cerimônia.

Aquilo me contrariou muito e resolvi lhe escrever uma mensagem em particular:

“Sr. (nome do moderador), com o objetivo de “evitar polêmica” no dia de hoje, o Sr. acabou por causá-la ao deletar um tópico de uma dúvida SÉRIA, respondida de forma SÉRIA, com dezenas de comentários SÉRIOS, com a absurda justificativa de que isso acabaria “escondendo” os posts sobre uma prece a ser feita na noite de hoje.

O uso do recurso de moderação devia, pelo menos em todo caso, servir para mediar às comunicações humanas, mas nunca cerceá-las sem motivo SÉRIO, dado que as ferramentas do facebook permitem fixar determinado tópico na parte superior do grupo onde todos podem vê-lo.

Eu peço, assim, que o Sr. faça bom uso das ferramentas de moderação e não seja injusto com quem procura de verdade se instruir no Espiritismo. A comunidade “Eu sou Espírita” é formada, pelo que tenho visto, de muitas pessoas que desejam seriamente se instruir e seria uma pena se fossem cerceadas de uma forma tão absurda como a que vi hoje.

Eu já fui moderador e sei como é complicado. Diariamente o Sr. tem que lidar com muito desrespeito, brigas e coisas do tipo. Sei de tudo isso. Mas, no episódio de hoje, não houve nem sinal de algo do tipo e o tópico simplesmente foi deletado. Tenho aqui os prints que provariam a um leitor futuro, se necessário for…

Eu sou um estudioso do Espiritismo e sou sério. O Sr. pode pensar que estou querendo causar polêmica, até mesmo por que, pelo vi num comentário, o Sr. imagina estar havendo alguma investida das trevas nos dias de prece. Asseguro, no entanto, que não se trata disso. Minha mensagem tem apenas o interesse de alertá-lo.

Caso o senhor insista em proceder desta forma, irei fazer essa denúncia pública no grupo e para impedir-me, o senhor terá que me expulsar do grupo, o que fará com que eu escreva uma crítica sobre sua atitude em meu site: http://www.estudoespirita.org, acessado diariamente por centenas de espíritas.

Desejo, sinceramente, que o Sr. repense”.

Como não obtive resposta, resolvi deixar isso de lado. Imaginei que, talvez, ele estivesse num dia ruim e tomado uma decisão apressada. Acabei excluindo os prints que havia feito (uma pena!), pois pensei que o assunto havia acabado.

Ontem (domingo), resolvi dar uma olhada nos grupos antes de dormir (como sempre tenho feito) e, para minha surpresa, vi que não constava mais na minha lista o grupo: Eu Sou Espírita. Sumariamente, fui simplesmente expulso do grupo. Não obtive resposta à minha mensagem, nenhum aviso, nada.

Esse tipo de situação não é nova para mim, pois ocorreu a mesma coisa com muitos grupos do falecido Orkut. Quando o Espiritismo começou a se propagar na rede, muita gente se apossou de várias comunidades e passou a gerenciá-las com mão de ferro. Eu não imaginava, porém, que isso apareceria tão rapidamente no facebook.

Nas poucas intervenções que fiz no referido grupo, creio ter contribuído de modo satisfatório, dado que não alimentei rivalidade com ninguém nem fiz nada que merecesse censura (desfio os moderadores do referido grupo a provarem o contrário). Simplesmente me defrontei com um moderador impetuoso que decidiu excluir conversas sérias para prevalecer sua novena espiritólica virtual.

Você já deve ter lido ou ouvido histórias de Centros que se desestruturaram por que tinham pessoas perturbadas em seu controle, não é? O mesmo está acontecendo neste grupo do facebook. Lamentavelmente, pessoas despreparadas como este Sr. acabam assumindo funções de moderação e fazem a festa por lá…

Fica, assim, o alerta a todos os leitores deste blog que porventura façam parte deste grupo no facebook: não se calem!

“Não podemos recuar, nem calar. O que está em jogo não é a nossa opinião pessoal ou grupal, a nossa verdade particular. O que está em jogo é o Espiritismo, a Verdade Universal pregada por Jesus, destruída nas fogueiras da mentira e ressuscitada pelo Espírito da Verdade”. Herculano Pires

Chat espírita!

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Pessoal,

skypeAcabo de descobrir que é possível criar grupos de contatos dentro do Skype. Então, decidi criar um grupo sobre o Espiritismo, com o principal objetivo de tirar dúvidas dos iniciantes.

Portanto, se você usar Skype e quiser participar (o sistema permite apenas 300 vagas – no antigo grupo que moderava no MSN, tínhamos mais de 1000!), basta adicionar a conta: estudoespirita@live.com – e você será adicionado ao grupo e poderá conversar com todas as pessoas “associadas”. Que tal?

Fingimento mediúnico

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lobo

Um amigo frequentou durante muitos anos um Centro Espírita que, para mim, sempre pareceu foco de mistificações e obsessão coletiva. É o mal de cidade pequena: falta opção. Desde há muito o incentivava a sair. Não via como algo bom poderia vir de um ambiente perturbado. Este ano ele felizmente parou de frequentar.

Como este companheiro é médium vidente (cujas habilidades eu mesmo já pude comprovar), participava ativamente das reuniões mediúnicas do grupo. Mas, como igualmente é do tipo questionador e que acaba, direta ou indiretamente, criando “polêmica” ante aqueles que aceitam qualquer coisa do além como verdade, passou a receber dos ‘espíritos’ alguns “recadinhos”.

Ele me conta que gradativamente as comunicações mediúnicas começaram a ser direcionadas para ele. Os espíritos trabalhadores da casa sempre tiravam uns minutinhos para psicografar uma orientação. Nestes bilhetes, diziam até que ele estava perturbado, cercado por maus espíritos e com as ideias confusas.

Não fosse pelo conhecimento prévio da total desestrutura deste Centro, poder-se-ia pensar no caso. Porém, não se trata disso. É fingimento mediúnico. Médium colocando na boca dos espíritos aquilo que não tem coragem de falar com a sua própria.

Quando resolveu sair, soube por seus pais que os dirigentes queriam que voltasse, pois sua saída era, justamente, o que os inimigos do grupo queriam. Pena que eles não sabem que sair da CASA não é a mesma coisa que sair da CAUSA.

Obs.: Embora meu objetivo seja facilitar a compreensão do Espiritismo para o iniciante, torna-se igualmente importante alertar àqueles que estão começando no Espiritismo que não há Vaticano Espírita. As Federativas exercem funções apenas de orientação. As pessoas são livres para fundar Centros Espíritas e geri-los como quiserem. Quem avalia se um Centro Espírita é bom ou não são os frequentadores. Por isso, estejam alerta. Não é porque alguém pinta numa parede “Centro Espírita”, que o que se faz lá dentro seja, de fato, Espiritismo.

 

Um péssimo Centro Espírita

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Aproveitando os dias de folga, decidi conhecer alguns Centros Espíritas em Uberaba que sempre tive vontade de conhecer. Um destes há muito desejava visitar, mas nunca conseguia. Ontem, consegui.

Fui com minha noiva e chegamos um pouco atrasados, por volta das 19h50min. O portão estava fechado e havia uma senhora do lado de fora. Por mim, iria embora, mas minha noiva insistiu para que perguntássemos à senhora se abririam o portão. Ela gentilmente nos informou que sim, pois no momento da prece eles fecham o portão e então esperamos.

Do lado de fora se podia percebe que se tratava de um Centro bem simples, com muro branco e paredes azuis. Logo que o portão foi aberto, um senhor nos cumprimentou e entramos. Havia vários bancos de madeira, estilo Igreja, e o teto era ainda de forro, o que mostrava ser uma construção antiga (o Centro existe há quase 40 anos).

Encontravam-se umas 35 pessoas no local. Observei que do lado esquerdo havia uma espécie de fila de cadeiras que se estendia de uma salinha até a porta de entrada. À frente, uma grande mesa com um pano branco e algumas flores (aqui o motivo de muitos ainda chamarem Centros Espíritas de “Mesa Branca”), e nesta grande mesa um homem na casa dos cinquenta.

A reunião logo se iniciou e esse homem levantando-se, disse: “Hoje seria o estudo “do Evangelho”, mas fulano não está aqui. O que vocês preferem: “O Evangelho” ou O Livro dos Espíritos”? Alguém disse: “O Evangelho!” – ao que ele retrucou: “É melhor O Livro dos Espíritos, não vou entrar na área do fulano”.

De imediato, aquilo que incomodou. Então, até aquele momento, não se sabia o que iríamos estudar durante a reunião? Estranho…

A palestra se iniciou e caminhava tudo relativamente bem. Linguagem simples, boas referências doutrinárias, um errinho daqui, dali, nada muito comprometedor. Típico.

Contudo, ao longo da palestra, algumas pessoas que iam saindo do passe (e, meu Deus, quando é que o pessoal vai aprender que passe + palestra = bagunça na palestra?), simplesmente entravam na frente da mesa (o palestrante estava atrás da mesa) para cumprimentá-lo e se despedirem. Ele interrompeu umas quatro vezes a palestra para cumprimentá-los.

Não demorou muito e havia duas crianças na faixa de oito-dez anos que ficavam correndo por todo o Centro. Sentavam-se à mesa principal, sentavam nos bancos, iam para fora, voltavam. Isso me irritou bastante, pois, a todo momento, minha atenção era cortada (recado aos pais: Centro Espírita não é local para seu filho exercitar atletismo).

Conforme as pessoas saiam do passe, a maioria ia embora. Assim, em vinte minutos o Centro ficou vazio com meia dúzia de pessoas assistindo a palestra. Se não fosse o suficiente, preciso mencionar que havia uma senhora “controlando” a entrada de pessoas na câmara de passe. Essa senhora o tempo todo brincando com uma criança, cochichava com as pessoas da fila, dava gargalhas mal-disfarçada, etc.

De repente, observo que ela faz um sinal com os dedos chamando a mim e minha noiva para o passe. Levantamos. Quando nos sentamos à fila, o palestrante simplesmente fechou o livro e sentou-se ao nosso lado, iniciando uma conversa com uma mulher sobre assuntos quaisquer. A palestra terminou do nada.

Observei que as pessoas ao entrarem na fila, tiravam suas carteiras, chaves, bolsas e relógios e colocavam sobre a mesa, que estava lotada de garrafas pet com água para fluidificar.

Procurei alguém da equipe para poder questionar, mas não encontrei ninguém. Então, obedeci. Ao meu lado esquerdo, estava uma das crianças baderneiras e juntos o que imagino ser seu pai e sua mãe. Algumas vezes, escutava uma gargalhada estranha, pisadas no chão e alguns grunhidos. Pensei que fosse algum vizinho comemorando loucamente a festa pagã que hoje chamamos Natal…  Não dei muita importância e esperei. A porta do passe se abriu e entramos.

A sala era pequena e havia vários passistas em fila. Um deles se aproximou, pôs as mãos sobre minha cabeça e começou a balbuciar alguma prece. Repentinamente, a mulher que imagino ser a mãe daquela criança baderneira se contorce, coloca os braços para trás, começa a pisar forte no chão, a dar gargalhadas e a gritar. Eu me assustei, desconcentrei-me da prece e comecei a olhá-la com o canto do olho.

Foi quando percebi que havia um senhor coordenando aquilo tudo e ele disse, firme: “Você, fora daqui”. Então, uma passista sem fôlego começa a dizer para ela pensar em Jesus, que os espíritos seriam atendidos, que ficasse tranquila – e fazia gestos com a mão como se estivesse tirando alguma coisa da mulher – a própria garotinha que estava ao meu lado não se abalou muito, o que me deu a impressão de que aquilo era mais ou menos comum.

Não consegui me concentrar por nenhum instante. Vários passistas bocejavam, outros gemiam “ai,ai” e o senhor ali com um maestro dando alguma ordem que fazia com que os movimentos dos passistas ora fossem rápidos, lentos ou circulares. Quando tudo terminou, notei que a mulher estava bem cansada.

Saímos. Eu e minha noiva nos olhamos com um misto de espanto e, ao mesmo tempo, com vontade de rir. Logo que a próxima turma entrou na sala, escutamos outros gritos e pisadas no chão. Sai do Centro e do outro lado da rua, onde paramos a moto, ainda escutávamos os gritos dentro da câmara de passes.

Eu poderia enumerar a série de recomendações doutrinárias que este Centro infringia, mas acho que o relato falará por si mesmo. Eu fiquei estarrecido de viver uma experiência assim. Jamais imaginei que em Uberaba poderia haver um Centro tão desestruturado, pois a maioria dos que conheço é seu justo oposto. Sai dali dizendo a mim mesmo que não voltaria mais.

Eu poderia e até sinto vontade de citar o nome deste Centro. Mas, não vou fazê-lo. Eu precisaria ouvir o outro lado, entender sua cultura, para depois ponderar. Não vou perder tempo com isso. Porém, resolvi escrever este alerta para dizer: fuja de lugares assim. Isso não é Espiritismo!

 

 

 

Herculano Pires falando sobre Cidades Espirituais

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Herculano Pires é a nova vedete dos fundamentalistas espíritas. Por ter sido durante toda sua vida bastante combativo contra o que julgava desvirtuamento do Movimento Espírita, cada vez mais está sendo citado pelos fundamentalistas como apoio às ideias que defendem.

Eles não pretendem a discussão séria dos princípios espíritas, pretendem apenas afirmar suas próprias crenças, taxando os que não pensam como eles de “tolos” ou, mais polidamente, dos que “não estudaram”.

Mas, não dá para fazer essa discussão simplesmente omitindo a crença de um espírita a esse respeito. É o caso de Herculano Pires. Recentemente, por exemplo, assisti a uma palestra em comemoração ao centenário de nascimento de Herculano, onde o palestrante, do começo ao fim, falou apenas das suas próprias crenças, citando aqui e ali Herculano, de forma a fazer crer que Herculano concordaria com a ideia de que Colônias Espirituais não existissem.

Abaixo, segue apenas um recorte do programa No Limiar do Amanhã, número 92 de 1972, onde Herculano, ao responder a dúvida de um ouvinte, deixa claro o que pensava sobre o assunto. Confiram:

Eu acho perfeitamente lógico questionar a existência de cidades espirituais; se espíritos comem ou bebem; se dormem; se possuem necessidades fisiológicas, etc. Eu mesmo não possuo (mais) uma visão clara a este respeito. Esta é uma questão importante e que não deve ser aceita somente pela crença na mediunidade de Chico Xavier ou em sua elevação moral, que é justamente o que fazem os chamados “místicos” no Espiritismo.

Mas, não dá para fazer essa discussão omitindo a opinião de alguém sobre o assunto, expondo somente aquilo que interessa a própria causa e deixando o que não interessa de lado. Isso não é honestidade intelectual. 

Pausa no estudo virtual

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Como alguns frequentadores mais assíduos do nosso estudo virtual sabem, tivemos que mudar o horário de estudo algumas vezes para poder realizá-los melhor, já que o tempo era diminuto.

Ocorre que, com a chegada do novo semestre eletivo, tudo muda novamente e os dias vagos que tínhamos disponíveis para a realização do estudo, talvez não tenhamos mais.

Assim, comunicamos a todos os interessados que estamos suspendendo o estudo do livro A Obsessão, de Allan Kardec por tempo indefinido.

Aproveitamos, também, para agradecer a todos que nos acompanharam nesses quase seis meses de atuação virtual e pelas longas horas de debates proveitosos.

Contudo, aproveitamos para anunciar que iremos começar a gravação do estudo off-line do livro: A Prece Segundo o Evangelho, que logo disponibilizaremos.

Obrigado!