Tatuagens e Umbanda

tatuagem-aquarela-8Há algum tempo abordei o tema “Tatuagens e Espiritismo” e, desde então, este se tornou um dos assuntos mais pesquisados no blog. Agora, abordarei o mesmo tema em relação à Umbanda: o que diz a Umbanda sobre tatuagens?

Antes de tudo é bom considerar o seguinte: diferente do Espiritismo, a Umbanda não tem codificação ou um livro-base onde estão descritas suas crenças ou práticas.

Grande parte da doutrina Umbandista se perpetuou pelo tempo através da prática. Cada um que aprendia ensinava a outro, que ensinava a outro, até nossos tempos.

Por essa razão, ao longo deste mais de um século de existência, a Umbanda ganhou coloridos e formas de acordo com os expoentes que a representaram em cenário local ou nacional. Isto explica a grande variedade de cultos e formas observadas na religião que, embora bastante diversa, conseguiu, pela experiência do tempo e graças aos guias espirituais, manter um tronco comum sem necessidade de codificação ou de entidades federativas para isso.

Bem entendido isso, é preciso considerar que, sobre todos os assuntos referentes à Umbanda, sempre cabe uma opinião pessoal ou, pelo menos, o senso-comum em relação a determinado assunto. Logo, quase todos eles, se não estão explicitamente inclusos dentro dos ensinos básicos e bem conhecidos do Caboclo das Sete Encruzilhadas (como a caridade, a gratuidade, etc), são e sempre serão de natureza opinativa e pessoal…

Tive a oportunidade de conversar com algumas entidades sobre as tatuagens e, para todas elas, não havia nada de mais em possuí-las. Aliás, uma das entidades, um caboclo, tinha o corpo todo coberto por tatuagens, feitas em sua última passagem pela Terra, dentro do agrupamento indígena em que havia reencarnado.

Sim, após a morte, o espírito leva consigo a aparência da última encarnação. Logo, se ele foi um índio todo tatuado, deverá se apresentar como um índio todo tatuado no além. As tatuagens faziam parte da sua identidade visual e da sua imagem corporal, portanto, ele as carrega além-túmulo.

Neste sentido, observei que, diferentemente do Espiritismo, onde o assunto é tratado com temor e receio quanto a possíveis danos ao perispírito, as tatuagens são bem aceitas dentro do Movimento Umbandista. Não é raro encontrarmos médiuns cujos corpos estão grafados com os nomes de seus Orixás de cabeça ou mesmo com os nomes e/ou símbolos das entidades com as quais trabalham.

Nenhuma entidade com quem pude conversar fez qualquer pontuação negativa sobre as tatuagens, recomendando, apenas, bom-senso sobre o que tatuar e onde se tatuar, já que símbolos, conforme bem sabemos, possuem força e – convém não esquecer -, nossa sociedade é, ainda, muito preconceituosa com determinadas tatuagens, ainda mais quando plenamente visíveis.

As entidades apenas pontuaram que, respeitando o corpo (portanto, nada de virar um gibi…), que nos foi emprestado para nossa evolução, as tatuagens podem muito bem representar valores importantes à pessoa e, por isso, não há problema algum em fazê-las em si mesmo.

Ao longo dos anos, percebemos que responder aos contraditores, quase sempre munidos de paixão pessoal, nos custava tempo e energia que poderiam ser aplicados em algo mais útil. Por essa razão, não respondemos ataques. Ofensas serão deletadas.

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