Pilha de Egum

vampsicAlgum tempo atrás, ouvindo um podcast com a participação de Marcelo Del Debbio, deparei-me com um conceito estranho e interessante ao mesmo tempo: pilha de Egum.

Pilha, como sabemos, é um dispositivo capaz de produzir energia elétrica através de um processo químico interno. Egum, termo comum no Candomblé, quer dizer: alma da pessoa morta.

Em linhas gerais, pode-se usar o termo Egum para ser referir ao espírito, seja ele bom, seja ruim.

Uma pilha de Egum é, portanto, uma pessoa que voluntariamente alimenta um espírito, ainda que não tenha consciência disso. Mas, como é possível?

Passeando por grupos de facebook não é raro encontrarmos alguém se dispondo a: casar, separar, trazer dinheiro, afastar pessoas e, algumas vezes, fazer o mal explicitamente.

O curioso é que essas pessoas quase sempre se apresentam em perfis falsos, colocando fotos diversas ou desenhos, não se expondo. Atendem por Whatsapp, email ou Skype e parecem dispor de espíritos ao seu redor a qualquer hora para fazer qualquer tipo de trabalho.

Da mesma forma, não é incomum encontrarmos anúncios em postes elétricos pela cidade de pessoas oferecendo a mesma coisa.

Até certo ponto, é compreensível que quem esteja sofrendo busque desesperadamente uma saída para sua dor. E esse desespero pode fazer com que tal pessoa chegue até esses poderosos senhores do destino alheio…

Mas, pensemos: se esse cara que diz fazer tudo quanto é tipo de trabalho espiritual for bom mesmo, por que precisaria de anúncio? Sua fama não falaria por si só? Por que ficam fazendo repetidas postagens ou colando anúncios em postes?

Se caso chegássemos a conhecer um desses, visitar sua casa, veríamos que quase sempre são pessoas extremamente perturbadas que estão longe de viver na mansão que deveriam (já que muitos afirmam poder trazer dinheiro à vida de seu consulente).

Não possuem carro do ano, não vestem as melhores roupas e quase sempre estão em relacionamentos amorosos, profissionais ou familiares extremamente perturbados ou desgastados.

Não seria de se esperar dessas pessoas que oferecem pactos, seja com quem for, que ela própria fosse o espelho do sucesso que diz trazer ao outro?

Essas simples reflexões bastam para reconhecermos os picaretas de plantão, dispostos sempre a ganhar dinheiro facilmente.

Bom, mas e a pilha?

Sabemos que cada pessoa vibra numa sintonia. Quem vibra numa sintonia de maldade, atrai maldade.

Logo, se esses camaradas realmente chegarem às vias-de-fato, se realmente chegam a fazer algum tipo de trabalho, é quase certamente voltado a espíritos muito inferiores que, justamente por serem inferiores, agem por conta de uma lei própria, do seu próprio código de ética, onde, quase sempre, não se encontra o item: obedecer a uma pessoa.

Esses espíritos simplesmente se aproveitam desses caras para sugar tudo que eles ainda tem de bom: suas energias. Deixando-os cada vez mais afundados em problemas. Se ainda conseguem cliente, melhor ainda, aproveita-se mais.

A pessoa que entra nesse caminho está destinada a afundar-se cada vez mais. Poderá, a princípio, obter algumas vantagens, pois para dominar é preciso primeiro iludir.

Mas, logo perderá sua paz, seu amor e tudo de bom que a vida tem, simplesmente, por que estará lidando com entidades que só querem a satisfação de si mesmas e se aproveitarão da energia dos encarnados que voluntariamente os procuram.

Por isso são pilhas de eguns. Voluntariamente cedem o que essas entidades lhes pede, dando energias de graça, livremente, abundantemente, para uso irrestrito e qualquer.

Muitos espíritos, normalmente carregando enormes viciações, gostariam de poder beber, fumar (não confundir com os elementos de trabalho da Umbanda), comer, praticar sexo e tudo o mais.

Como não dispõe de um corpo físico para isso, o que lhes sobra é: incorporar-se num médium para fazer tudo isso (o que é mais raro) ou aproximar-se de pessoas e sugar-lhes as energias durante esses atos (o que é mais comum), o famoso “encosto”, como popularmente se diz.

Bom, sem prolongar demais o assunto, fica o alerta: desconfie de quem diz poder fazer tudo num passe de mágica. Se o cara realmente tem entidades a seu dispor, se pode trazer dinheiro, se pode fazer dobrar de joelhos qualquer homem ou mulher, ele deveria morar numa mansão, ter um carro importado, um companheiro (a) belíssimo e uma vida bastante próspera.

Não é isso que se vê.

 

 

 

Ao longo dos anos, percebemos que responder aos contraditores, quase sempre munidos de paixão pessoal, nos custava tempo e energia que poderiam ser aplicados em algo mais útil. Por essa razão, não respondemos ataques. Ofensas serão deletadas.

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