O espírito pede, você atende?

Perdao2Nas muitas centenas de psicografia que pude observar ao longo dos anos, uma coisa me chama atenção: Jamais vi um familiar se perguntar como o ente querido dele fez para se comunicar?

A maioria, na angustiosa expectativa, centra suas forças e atenção apenas na possibilidade de, efetivamente, receber alguma carta. Mas, como é o processo?

Existem situações, contextos, exceções. Mas, em via de regras, funciona assim: A equipe espiritual que assessora o médium é responsável por, de antemão, encontrar os espíritos que escreverão na sessão.

Isso quer dizer que eles possuem muito trabalho. Eles atravessam esferas espirituais, procuram em colônias, varrem as cidades e, às vezes, até mesmo os países, em busca daqueles que estão prontos para escrever.

Quando encontra, a equipe conversa com o espírito, mostra como deve fazer para se comunicar. Ele pensa no que irá escrever, pois sabe que o tempo é curto e que terá apenas alguns minutos para falar de coisas que gostaria de dizer por horas.

O espírito normalmente buscará elementos que provem a família que de fato é ele quem escreve como fazer citações de pessoas e fatos desconhecidos do médium. Mas, seu objetivo principal não é fazer o abecedário familiar e, sim, matar a saudade e, com frequência, orientar os que ficaram.

Soa-me, assim, bastante estranho que algumas pessoas, tão logo colocam as mãos na carta, ao invés de agradecerem a Deus essa dádiva, começam a contar os nomes citados e, com frequência, se surpreendem, quando falta alguém.

O espírito vem sabe-se lá de onde, faz todo um esforço para escrever, demonstra que é ele quem escreve e a reação de muitos familiares: Emburrarem-se por não ter citado fulano ou sicrano?

Eu me pergunto: prefeririam não ter recebido por faltar um ou outro membro da família?

E quando o espírito escreve, não deixa ninguém de fora (como se tivesse obrigação, no tempo que lhe foi dado de citar todos os parentes, amigos, conhecidos, etc) e ainda pede aos familiares: amem, perdoem, sejam felizes, etc.

E, tão logo o familiar coloca as mãos na carta, muitas vezes emocionado, senta-se na cadeira, abraça a carta como se abraçasse o desencarnado e, intimamente, diz: Infelizmente, não posso perdoar… Não posso amar…

Ora, os espíritos sabem nossos limites, sabem nossas dificuldades… Mas que reação é essa, que mal espera o calor da mão do médium sair do papel para, de imediato, já dizer que não consegue? Que não dá conta?

Pelo menos, tente! Esforça-se! O familiar veio do além para mostrar que ainda vive, que ama e que quer ver seus entes felizes e bem e o mínimo que nós, os que ficaram, poderíamos fazer, é nos esforçar para atendê-lo, em prol de nós mesmos.

Como sabemos dessas coisas, já que são atitudes íntimas?

Simples: Os espíritos nos contam. Com frequência, tão logo o trabalho de psicografia acaba, um deles nos narra a dificuldade que foi trazer os espíritos para se comunicarem. O quanto tiveram que apoiar este ou aquele que se emocionou demais ao rever a família…

Mas, eles também nos narram o quanto muitos desses espíritos se frustram a ver os familiares ali sentados, querendo uma carta, mas absolutamente distantes do ambiente pelo pensamento, colocando a mente em outro lugar que não na reunião…

O quanto se entristecem ao ver que conseguiram vencer a distância do espaço e mesmo a morte para dar um recado, para dizer que estão bem, para induzir o familiar ao amor e o perdão e, logo de cara, mentalmente, eles dizem que não vão amar, que não irão perdoar…

Portanto, meus amigos, saibamos aproveitar a dádiva que o senhor nos concede e façamos todo o possível para cumprir a vontade de nossos entes que só querem o nosso bem e a nossa felicidade.

Sejamos gratos!

 

Brado Umbandista 1: O Cardeal declarou guerra a Iemanja

 

Iniciaremos hoje em nosso canal a séria “Brado Umbandista”, que será uma sequência de leituras de reportagens da década de 1950, publicada no jornal O Semanário, do Rio de Janeiro, quando a Umbanda ganhou espaço num jornal comercial para poder se explicar e se opor as acusações e perseguições da Igreja Católica.

Essa série visa reviver o passado como uma voz retumbante para nosso presente, pois o preconceito está reacendido no Brasil e nós não podemos ficar calados.

As reportagens foram baixadas graças aos arquivos digitais do site:http://www.umbanda.com.br/ 

Depois de 2019

Depois de 2019, as guerras não vão acabar. Assassinatos não vão acabar. Roubos não vão acabar. As drogas não vão acabar… A diferença é que quem morrer nesses crimes, não reencarnará mais na Terra. Vão evoluir noutros mundos… – Seu Lira.

****futuro

“Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso”. Allan Kardec – A Gênese.