O martírio dos suicidas

suicidioEsse é o título de um livro da FEB que comprei algum tempo atrás, mas que não li até o fim. Não gostei. Entretanto, quero aproveitar seu título para o que vou dizer a seguir.

Depois de participar da minha primeira sessão de desobsessão e de ouvir duas vezes posteriormente a gravação da mesma, posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que o suicídio é um martírio.

Bom, mas isso não é novidade, certo? Qualquer um que leia livros espíritas sabe disso… É verdade! Porém, uma coisa é ler (e mesmo ouvir, como no caso dos audiobooks). Outra, bem diferente, é estar presente, in loco, quando um suicida se manifesta.

Eu não sou do tipo que se emociona fácil nem cria empatia rápida com as pessoas… Mas, depois dessa primeira sessão, eu tive vontade de chorar. Eu vi ali algumas manifestações que me causaram profunda comoção!

Espíritos perturbados ao extremo, reclamando de dores alucinantes, perseguido pelo odor de sangue podre, engasgando-se tentando se comunicar pelo efeito da corda que lhes tirou a vida…  Enfim, um quadro aterrador!

Aconselho qualquer leitor desse blog, agora ou no futuro, que pense por um minuto que seja em se matar: risque essa ideia da mente. Nenhum sofrimento da vida vale o martírio do suicida.

“A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que não é livre o homem de pôr termo aos seus sofrimentos? Ao espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta, somente por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas também um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes o contrário é o que se dá, como no-lo ensinam, não a teoria, porém os fatos que ele nos põe sob as vistas”. Allan Kardec, comentário à questão 957 de O Livro dos Espíritos.