Um caso de preconceito espírita

Quando lemos em Obras Póstumas que no dia 9 de Outubro de 1861, em Barcelona – Espanha, o Bispo Antonio Palau Termes, sob a alegação de que “A Igreja católica é universal, e os livros, sendo contrários à  católica, o governo não pode consentir que eles vão perverter a moral e a religião de outros países“, apreende na alfândega mais de 300 livros espíritas, dentre ele várias obras de Kardec e as manda queimar em praça pública, pensamos: Meu Deus! Como o preconceito pode gerar um comportamento tão ignorante!

Cento e cinquenta e três anos se passaram. O mundo mudou bastante, o preconceito contra o Espiritismo caiu vertiginosamente. Porém, ainda não desapareceu. Ainda vemos, sem grande esforço, situações em que pessoas preconceituosas, eivadas de sentimentos confusos e estranhos, colocam barreiras à Doutrina. Eu vivi isso hoje.

Havia encontrado um site que produz vinhetas profissionais para rádio (anúncios, propagandas, etc) e enviei um email solicitando um orçamento, conforme se pode ver abaixo:

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Como se pode ver, os textos são bastante simples e não há nada neles que pudesse provocar algum tipo de restrição nos locutores. Entretanto, recebi como resposta o seguinte:

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Bastante surpreso com essa resposta, que me pareceu caridosamente mentirosa, respondi da seguinte forma:

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A empresa anuncia em seu catálogo em torno de 20 locutores, homens e mulheres, disponibilizando, inclusive, uma pequena amostra de seus trabalhos. Seria de se admirar que, dentre esses 20 locutores (que são freelancers, diga-se) não houvesse sequer um que aceitasse gravar sobre o Espiritismo? Todos eles se negariam a gravar por motivos religiosos? Ou será que alguém nesta empresa é que não quer gravar sobre o Espiritismo, transferindo a responsabilidade para os locutores?

Seja como for, o interessante é que no site da referida empresa não há nenhuma restrição sobre temas a serem gravados. Eu realmente me senti irritado com essa resposta, que me pareceu uma afronta, tanto pelo preconceito embutido como pela resposta ingênua, pois imaginava que posturas assim, ainda mais no campo comercial, já tivessem desaparecido há tempos. Entretanto, eis que o espírito de separação presente em nossa sociedade ainda vive e uiva com vigor!

Obs.: O nome da atendente e da empresa foram suprimidos das imagens.

Ao longo dos anos, percebemos que responder aos contraditores, quase sempre munidos de paixão pessoal, nos custava tempo e energia que poderiam ser aplicados em algo mais útil. Por essa razão, não respondemos ataques. Ofensas serão deletadas.

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