Símbolo do Espiritismo

Se você está começando agora no Espiritismo, talvez estranhe o fato de não encontrar nenhum símbolo que o represente nos Centros que frequenta. Você sabe que o símbolo do Cristianismo é a cruz; sabe que a Estrela de Davi representa o Judaísmo; que o Yin-Yang representa o Taoismo; que a Lua crescente seguida de uma estrela representa o Islamismo. Mas, e o Espiritismo, existe algum símbolo que o represente?

Normalmente, podemos encontrar imagens que colecionam símbolos religiosos com diversos deles e ao chegar ao Espiritismo, encontramos uma pintura de Kardec ou uma foto de Chico Xavier. Em muitos sites, jornais, etc., usa-se a imagem de ambos como uma espécie de símbolo – na falta de um – para representar a Doutrina Espírita.

A prática espírita visa à simplicidade. E no conceito de simplicidade espírita está a ausência de tudo aquilo que não seja essencialmente necessário à prática espírita. É por isso que o Espiritismo não possui uma bandeira ou um símbolo visível na fachada que identifique ao transeunte um local espírita. Normalmente, apenas o nome da instituição, e nada mais.

Entretanto, em O Livro dos Espíritos – Prolegômenos (introdução ou prefácio) encontramos uma citação bastante curiosa, ditada pelos espíritos à Kardec:

“Porás no cabeçalho do livro o ramo de parreira que te desenhamos, porque é ele o emblema do trabalho do Criador. Todos os princípios materiais que podem melhor representar o corpo e o espírito nele se encontram reunidos: o corpo é o ramo; o espírito é a seiva; a alma, ou o espírito ligado à matéria é o bago. O homem quintessência o espírito pelo trabalho e tu sabes que não é senão pelo trabalho do corpo que o espírito adquire conhecimentos”.

O primeiro ponto a se observar é que os espíritos destacam a parreira (ou cepa do vinhedo) como um emblema que representa o trabalho do Criador, ou seja, a própria Criação.

Posteriormente, dizem que esse emblema reúne os princípios materiais do corpo e do espírito; sendo o galho representante do corpo físico; o suco da uva representa o espírito (nossa essência) e o fruto – o perispírito, ou seja, a parte espiritual que se liga à matéria.  

Os espíritos não apenas fizeram essa analogia, como também fizeram um desenho que Kardec reproduziu, conforme orientação, em O Livro dos Espíritos.

Desenho mediúnico em Prolegômenos

Portanto, apesar de não carregar uma bandeira própria ou algum emblema na fachada das instituições, foram os próprios espíritos que desenharam, explicaram e solicitaram à Kardec que tal fosse incluído em O Livro dos Espíritos.

Podemos nos perguntar: se os símbolos são realmente pouco úteis, por que é que fizeram questão de desenhá-lo e de inseri-lo em O Livro dos Espíritos?

Do meu ponto de vista, portanto, a cepa é o símbolo do Espiritismo, ainda que não usado. No entanto, esse símbolo assume apenas a função de um “logotipo” e não de uma imagem de adoração, como em algumas religiões. 

O tema foi abordado na série “Sagrado”, veja:

Ao longo dos anos, percebemos que responder aos contraditores, quase sempre munidos de paixão pessoal, nos custava tempo e energia que poderiam ser aplicados em algo mais útil. Por essa razão, não respondemos ataques. Ofensas serão deletadas.

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