Homem diz ser perseguido por fantasma e confessa assassinato

Um rapaz de 24 anos procurou a delegacia da Polícia Civil de Itapema, no Litoral Norte, no último fim de semana, e confessou ter cometido um assassinato. De acordo com o delegado Rodrigo Duarte de Andrade, ele chegou chorando muito na delegacia e confessou que sonhava frequentemente com o fantasma da vítima e vivia atormentado, por isso resolveu se entregar.

Em depoimento, Alisson, que hoje trabalha como servente de pedreiro, disse que em 16 de abril de 2010 matou uma pessoa por acreditar que ela tinha muito dinheiro. “Ele disse que como a pessoa viajava muito, achou que tivesse muito dinheiro em casa e em uma das vezes que em ela retornou para casa de uma viagem, ele foi até a casa da vítima de 52 anos e acabou matando-a. Em seguida, roubou uma quantia de R$ 2 mil”, relatou o delegado.

A polícia investigou e descobriu que realmente uma pessoa havia sido morta em 16 de abril de 2010. Um inquérito foi aberto na ocasião, mas niguém foi preso. Agora, o delegado Rodrigo irá pedir o desarquivamento do processo e anexar o depoimento de Alisson. Frequentador de igrejas, Alisson contou ao delegado que estava com a consciência pesada por causa do crime. Ao G1, o delegado de Itapema afirmou que o suspeito tem 23 passagens pela polícia por ter cometido diversos crimes na região do Litoral Norte de Santa Catarina.

Fonte.

Comentário:

“Para o criminoso, a presença incessante das vítimas e das circunstâncias do crime é um suplício cruel”. O Céu e o Inferno.

Em O Céu e o Inferno, Kardec entrevista diversos espíritos que diziam ver suas vítimas. Lemaire, por exemplo, disse:

11. Tendes encontrado as vossas vítimas?

— R. Vejo-as… são felizes; seus olhares perseguem-me… sinto que me varam o ser e debalde tento fugir-lhes.

P. Que impressão vos causam esses olhares?

— R. Vergonha e remorso. Ocasionei-os voluntariamente e ainda os abomino.

P. E qual a impressão que lhes causais vós?

— R. Piedade, é sentimento que lhes apreendo a meu respeito.

12. Terão por sua vez o ódio e o desejo de vingança?

 — R. Não; os olhares que volvem lembram-me a minha expiação. Vós não podeis avaliar o suplício horrível de tudo devermos àqueles a quem odiamos.

Podemos imaginar o sofrimento moral a que se obriga um assassino cuja vítima se levanta do que se pensava o nada para vir lhe cobrar seus atos. Que o arrependimento desse rapaz possa mesmo ser verdadeiro e que ele comece, desde já, a reparar os seus atos, pois, segundo Kardec:

Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação.

 

 

Ao longo dos anos, percebemos que responder aos contraditores, quase sempre munidos de paixão pessoal, nos custava tempo e energia que poderiam ser aplicados em algo mais útil. Por essa razão, não respondemos ataques. Ofensas serão deletadas.

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