Transição Planetária – O que é?

 

“Assim, o progresso da humanidade se efetua em virtude de uma lei; ora, como todas as leis da Natureza são a obra eterna da sabedoria e da presciência divinas, tudo o que é efeito dessas leis é o resultado da vontade de Deus, não de uma vontade acidental e caprichosa, mas de uma vontade imutável. Quando, então, a humanidade está madura para subir um degrau, pode-se dizer que os tempos marcados por Deus são chegados, como também se pode dizer que em tal estação eles são chegados para a maturação dos frutos e a colheita”. Allan Kardec

O termo transição planetária aprece na literatura espírita sinalizando o período de mudanças profundas na história espiritual do planeta Terra. Mas, o que é esta transição? Ela já está acontecendo?

A transição é uma fase intermediária de progresso espiritual. É a fase em que a Terra deixa de ser essencialmente um mundo de “provas e expiações” para se tornar um mundo de “regeneração”. Mas, o que são esses mundos?

Os mundos de “provas e expiações” se caracterizam pela grande quantidade de espíritos pouco adiantados, encarnados ou desencarnados, buscando se desenvolverem à medida que progridem intelecto-moralmente. Os mundos de “regeneração” se caracterizam por planetas onde só encarnam espíritos inclinados ao bem. Tais espíritos não são perfeitos, mas já conseguiram adquirir valores que procurarão desenvolver nestes locais.

Pode-se perceber, portanto, as diferenças sociais entre os dois tipos de mundos. Atualmente, a Terra está deixando de ser um mundo de “provas e expiações” e se tornando um mundo de “regeneração”. O período entre um e outro, é a chamada transição planetária.

Esse período de transição – que já se observava ao tempo de Kardec, portanto, não é algo novo e, menos ainda, algo que irá se iniciar no futuro – será marcado por uma profunda transformação moral do ser humano e o processo é bastante simples. Kardec o descreve assim:

“Para que os homens sejam felizes sobre a Terra, é preciso que ela seja povoada somente por bons espíritos encarnados e desencarnados, que só queiram o bem. O tempo sendo chegado, uma grande emigração se verifica, neste momento, entre os que a habitam; a dos que fazem o mal pelo mal, e que o sentimento do bem não toca, não sendo mais dignos da Terra transformada, dela serão excluídos, porque, caso contrário, lhe trariam de novo a perturbação e a confusão, e seriam um obstáculo ao progresso. Eles irão expiar o endurecimento dos seus corações, uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres atrasadas que serão o equivalente de mundos inferiores, para onde levarão seus conhecimentos adquiridos, e terão por missão fazê-las avançar. Serão substituídos por espíritos melhores que farão reinar entre eles a justiça, a paz e a fraternidade”. 

Como se pode perceber por esta citação, quando chega o tempo de determinado mundo avançar na escala do progresso, ocorre uma espécie de “êxodo espiritual”, onde espíritos que se encontram incompatíveis com o grau de adiantamento que surgirá, serão enviados para mundos mais atrasados, enquanto outros fazem profundas emigrações sociais na Terra, promovendo uma última tentativa de regeneração de suas virtudes.

Algumas pessoas se assustam com essa exclusão e se chocam ao saber que alguns espíritos serão expulsos da Terra. Mas, não há com o que se preocupar. A misericórdia Divina alcança a todos e esses espíritos terão novas chances, em outros mundos, de fazerem sua contribuição e quando se transformarem poderão voltar a encarnar na Terra ou em algum mundo semelhante.

Algumas pessoas acreditam que esse processo se dará através de intensas guerras ou desastres naturais que mudem o curso da história. Contudo, não será assim. Sobre isso, diz Kardec:

“A Terra, no dizer dos espíritos, não deve ser transformada por um cataclismo que aniquilaria subitamente uma geração. A geração atual desaparecerá gradualmente, e a nova a sucederá da mesma maneira, sem que nada seja mudado na ordem natural das coisas.

Tudo, pois, se passará exteriormente, como de hábito, com uma única diferença, mas uma diferença capital, a de que uma parte dos espíritos que encarnavam na Terra não voltará mais a encarnar nela. Em uma criança que nasça, no lugar de um espírito atrasado e inclinado ao mal, que nela poderia encarnar, virá um espírito mais adiantado e propenso ao bem”.

Ou seja, a cada dia que passa mais espíritos propensos ao bem, e menos espíritos propensos ao mal, reencarnam. Isso explica as profundas mudanças sociais e científicas ocorridas desde que esse texto foi escrito, em 1869. Nestes 144 anos, a humanidade mudou mais rapidamente do que, talvez, nos últimos 500 anos. Isto é um sinal notório da transição que se opera.

Entretanto, o fato de não ser uma cataclismo o fator decisivo dessa transformação, não se segue que será de toda pacífica. Sobre isso, também explica Kardec:

“Nós assistimos a esta transformação, ao conflito que resulta da luta das idéias contrárias que buscam se implantar; umas marcham com a bandeira do passado, outras com a do futuro. Se examinarmos o estado atual do mundo, reconheceremos que, tomada no seu conjunto, a humanidade terrestre ainda está longe do ponto intermediário onde as forças se equilibram; que os povos, considerados isoladamente, estão a uma grande distância uns dos outros nessa escala; que alguns chegam a esse ponto, mas nenhum ainda o ultrapassou. Não obstante, a distância que os separa dos pontos extremos está longe de ser igual em duração, e uma vez o limite vencido, a nova rota será percorrida com muito mais rapidez, porque inúmeras circunstâncias virão aplaná-la”.

Quanto tempo durará essa transição: Cem anos? Mil anos? Dez mil anos? Dependerá exclusivamente de nós, de cada atitude positiva e de cada ato bom que favoreça a felicidade do outro.

“A regeneração da humanidade, portanto, não tem absolutamente necessidade da renovação integral dos espíritos; basta uma modificação em suas disposições morais. Essa modificação ocorre com todos os que estão predispostos a ela, quando são subtraídos à influência perniciosa do mundo. Assim, os que voltam não são sempre outros espíritos, mas freqüentemente os mesmos espíritos, pensando e sentindo de uma outra maneira”.

 Referência: A Gênese – Allan Kardec – Cap. 29

Assalto ao Centro Espírita

Assaltantes invadem Centro Espírita em Cuiabá e fazem arrastão

Um deles estava armado com um revólver; os dois roubaram diversos objetos

Mary Juruna

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A PM foi chamada para atender o caso, mas ninguém foi preso

DA REDAÇÃO

Frequentadores do Centro Espírita Paulo de Tarso, no bairro Cidade Alta, em Cuiabá, viveram momentos de apreensão na noite de terça-feira (20), depois que dois rapazes assaltaram o local.

Segundo testemunhas, um dos bandidos estava armado e rendeu pelo menos oito pessoas que estavam no centro. O outro ladrão ficou na porta, dando cobertura.

Foram roubadas bolsas, celulares, carteiras e outros pertences. Os produtos foram colocados numa sacola.

Em seguida, os bandidos fugiram a pé. Conforme o relato das vítimas, um dos suspeitos estava com uma calça jeans e camiseta cor de rosa e o outro, bermudão e camiseta clara.

Procurado pelos policiais, o vigia do local alegou não ter visto a ação criminosa, uma vez que havia intenso fluxo de pessoas. Explicou que só depois do crime ficou sabendo do arrastão.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Roubos e Furtos da Capital.

Homem diz ser perseguido por fantasma e confessa assassinato

Um rapaz de 24 anos procurou a delegacia da Polícia Civil de Itapema, no Litoral Norte, no último fim de semana, e confessou ter cometido um assassinato. De acordo com o delegado Rodrigo Duarte de Andrade, ele chegou chorando muito na delegacia e confessou que sonhava frequentemente com o fantasma da vítima e vivia atormentado, por isso resolveu se entregar.

Em depoimento, Alisson, que hoje trabalha como servente de pedreiro, disse que em 16 de abril de 2010 matou uma pessoa por acreditar que ela tinha muito dinheiro. “Ele disse que como a pessoa viajava muito, achou que tivesse muito dinheiro em casa e em uma das vezes que em ela retornou para casa de uma viagem, ele foi até a casa da vítima de 52 anos e acabou matando-a. Em seguida, roubou uma quantia de R$ 2 mil”, relatou o delegado.

A polícia investigou e descobriu que realmente uma pessoa havia sido morta em 16 de abril de 2010. Um inquérito foi aberto na ocasião, mas niguém foi preso. Agora, o delegado Rodrigo irá pedir o desarquivamento do processo e anexar o depoimento de Alisson. Frequentador de igrejas, Alisson contou ao delegado que estava com a consciência pesada por causa do crime. Ao G1, o delegado de Itapema afirmou que o suspeito tem 23 passagens pela polícia por ter cometido diversos crimes na região do Litoral Norte de Santa Catarina.

Fonte.

Comentário:

“Para o criminoso, a presença incessante das vítimas e das circunstâncias do crime é um suplício cruel”. O Céu e o Inferno.

Em O Céu e o Inferno, Kardec entrevista diversos espíritos que diziam ver suas vítimas. Lemaire, por exemplo, disse:

11. Tendes encontrado as vossas vítimas?

— R. Vejo-as… são felizes; seus olhares perseguem-me… sinto que me varam o ser e debalde tento fugir-lhes.

P. Que impressão vos causam esses olhares?

— R. Vergonha e remorso. Ocasionei-os voluntariamente e ainda os abomino.

P. E qual a impressão que lhes causais vós?

— R. Piedade, é sentimento que lhes apreendo a meu respeito.

12. Terão por sua vez o ódio e o desejo de vingança?

 — R. Não; os olhares que volvem lembram-me a minha expiação. Vós não podeis avaliar o suplício horrível de tudo devermos àqueles a quem odiamos.

Podemos imaginar o sofrimento moral a que se obriga um assassino cuja vítima se levanta do que se pensava o nada para vir lhe cobrar seus atos. Que o arrependimento desse rapaz possa mesmo ser verdadeiro e que ele comece, desde já, a reparar os seus atos, pois, segundo Kardec:

Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação.