A Médium

medium

O que para muita gente poderia ser uma experiência assustadora é parte da rotina de Theresa Caputo: ela fala com os mortos.

Seu dom permite reunir almas daqui e do além para ajudá-las a resolver negócios pendentes. Tudo isso acontece enquanto ela vive a vida com seu marido e seus dois filhos em Long Island, Nova York.

Uma conversa com os mortos pode acontecer em qualquer lugar: no supermercado, durante um chá com as amigas ou durante uma consulta. Theresa está sempre pronta para dividir seu dom com o mundo e agora com você na telinha.

Todas as quartas-feiras a partir de 1º de maio às 20 horas. (Reprise aos sábados às 23 hrs).

Comentário:

Os poucos programas que assisti deixaram-me impressionado. Ou ela é uma médium de um tipo bem raro ou é uma fraude acobertada pelo canal.

Fonte: http://www.tlctv.com.br/na-tv/a-medium#wkLJ1XBgldyT6wok.99

Analfabetismo Funcional no Espiritismo

Apesar de entender que a FEB foi uma das que mais contribuíram para o “analfabetismo funcional no Espiritismo”, surpreendi-me com a divulgação deste texto, crítico, o que não é comum em seus veículos. Parabenizo a FEB por essa iniciativa… Que venham outras!

“Essa situação ou estado advém, principalmente, do desconhecimento das obras básicas codificadas por Allan Kardec e também pelas interpretações apressadas e equivocadas dos ensinos dos Espíritos reveladores e da sábia organização kardequiana sobre a obra basilar espírita e suas subsidiárias.

Os males que esse estado peculiar de analfabetismo pode provocar são avassaladores, dentre os quais, destacam-se:

– desconhecimento dos princípios básicos do Espiritismo;
– interpretações equivocadas dos ensinos espíritas;
– confusão entre o que é e o que não é Doutrina Espírita;
– inclusão de práticas esdrúxulas na Casa espírita;
– publicação de livros e periódicos, ditos espíritas, com inserção de conteúdos alheios e contrários ao Espiritismo.

Como evitar o “analfabetismo funcional no Espiritismo”?

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A atualização prossegue

 

Milton R. Medran Moreira *

“Não deve o espiritismo fechar as portas a nenhum progresso, sob pena de suicidar-se”. Allan Kardec – Obras Póstumas.

O segmento brasileiro ligado à Confederação Espírita Pan-Americana – CEPA – viveu um momento dos mais significativos de sua história, ao início deste mês. A realização do III Encontro Nacional da CEPABrasil, promovido pela Associação Brasileira de Delegados e Amigos da Confederação Espírita Pan-Americana e organizado pela ASSEPE, em João Pessoa/PB, ratificou e fortaleceu seu caráter manifestamente progressista.

Progresso significa renovação de ideias e atitudes. Renovação, no campo do conhecimento e da ação, leva, necessariamente, ao compromisso com a atualização. Desde a realização do XVIII Congresso Espírita Pan-Americano, em Porto Alegre, no ano 2.000, a CEPA trabalha, objetiva e claramente, uma proposta de atualização do espiritismo. Faze-o em Congressos abertos, inclusive à efetiva contribuição de outros setores do movimento, e, também, em eventos regionais dos grupos e organismos que a compõem.   Embora isso incomode os segmentos mais conservadores do movimento, atualizar também significa assumir uma postura crítica sobre ideias e atitudes até aqui coletivamente construídas e praticadas no próprio seio do movimento. Ou seja: atualizar implica debruçar-se sobre o próprio pensamento, abrindo janelas que o arejem, revitalizem-no e o impeçam de se fechar em si mesmo.

Diferentemente das religiões, que se dizem revelações da divindade, o espiritismo é uma construção genuinamente humana. Resultado direto e progressivo da interlocução entre o que Allan Kardec classificou como a “humanidade encarnada” e a “humanidade desencarnada”, o espiritismo admite a pluralidade das fontes de atualização. Sua filosofia parte da ideia central da sobrevivência do espírito, sua imortalidade, comunicabilidade e evolução. A partir desses princípios básicos, o espiritismo promove – ou deve promover – o diálogo com todas as áreas do conhecimento e se enriquece com ele. Supor que a atualização do espiritismo deva ser feita, exclusivamente, por aquilo que, nos centros espíritas, ditarem espíritos tidos por seus sistemas institucionais como “superiores” será pensar pequeno, reduzindo-o a uma seita.

O evento que a CEPABrasil e a ASSEPE realizaram em João Pessoa teve como meta contemplar o importante universo das chamadas “questões sociais” numa perspectiva imortalista, reencarnacionista e evolucionista: espírita, pois. Ainda que ricamente contemplado n’O Livro dos Espíritos, em capítulos como os da Lei do Trabalho, Lei de Sociedade, Lei de Igualdade e Lei do Progresso, o tema restou um tanto esmaecido no meio espírita. As práticas cristãs historicamente referendadas como exercícios de “caridade”, herdadas pelo movimento aqui autodenominado “espiritismo cristão e evangélico”, distanciaram-se de políticas mais modernas de efetiva promoção humana e construção da cidadania. E, no entanto, estas são movimentos indubitavelmente progressistas da humanidade.

As ciências sociais têm muito a oferecer ao espiritismo. Já o espiritismo, por sua filosofia, pode iluminá-las, conferindo ao fenômeno da vida social um novo sentido e uma ampliada dimensão. O intercâmbio do espiritismo com a ciência social e o efetivo engajamento dos espíritas na práxis social a ambos qualifica. Aponta, ademais, para o rumo da atualização, caminho que, se não trilhado pelo espiritismo, implicará em seu progressivo desprestígio, quando não no próprio suicídio, como alertou Allan Kardec.

  •  Advogado e jornalista. Ex-presidente da CEPA. Atual presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre.

Obs.: Texto enviado pelo autor via email à lista da CEPA na internet e divulgado com sua autorização.

Sobre fotos Kirlian

kirlian imageAbaixo, segue um excelente e simples artigo sobre esse controverso assunto que ainda persiste aparecer, eventualmente, nos debates espíritas:

“Tenho sido questionado por diversos colegas sobre a relevância empírica das chamadas “fotos Kirlian” no campo da pesquisa psíquica. Descobre-se facilmente que são inúmeras as referências e citações espíritas a esse tipo de fotografia elétrica que fez muito sucesso na década de 80. Diz-se, por exemplo, que esse tipo de fotografia revela a contraparte não física dos seres vivos e, até mesmo, que seria uma maneira de se observar o ‘perispírito’ (vejam, por exemplo, J. Herculano Pires ou Hernani G. Andrade” [1]).

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Zibia

Foto paulo Vitale

Recentemente, contrariei a recomendação do meu espírito protetor – que era de não entrar em polêmicas desnecessárias – ao me deparar com diversos comentários sobre uma reportagem publicada pela Revista IstoÉ a respeito da médium Zibia Gasparetto.

Se há algo capaz de unir os mais diversos segmentos espíritas é a ojeriza com que se trata àqueles que deixaram o Espiritismo. Waldo Vieira e Zibia Gasparetto são dois bons exemplos disso.

No caso de Zibia, a crítica mais comum é o ganho financeiro com suas obras. É criticada duramente por ser uma médium que praticamente vive da sua faculdade.

Sabemos que, no Espiritismo, há uma recomendação, que se fixou, ao longo do tempo, em forma de “lei de trabalho”, com a qual concordo inteiramente, que é a gratuidade da prática mediúnica. Isto é: ninguém deve vender a mediunidade ou seus frutos.

Zibia começou no Espiritismo e depois resolveu trilhar seu próprio caminho. Há anos não se define como espírita. A sua busca por uma espiritualidade independente parece ferir mortalmente algumas pessoas. Parece que a livre caminhada dela, para essas pessoas, é a própria negação da veracidade do Espiritismo, que tanto defendem em sua máxima “pureza”…

No debate a que me referi, meus pontos foram, basicamente, os seguintes:

a)    Os livros de Zibia fazem bem às pessoas que os leem (razão pela qual as vendas são altas);

b)    Através destes livros muitas pessoas buscam os Centros Espíritas.

Eu nunca li um livro dela inteiro. Li trechos daqui e dali. E não os li porque não gostei de nenhum. Mas, bem, gosto é algo pessoal, não é? Certo que, se os leitores dela pensassem o mesmo que eu, ela não seria uma autora bem sucedida, certo? Portanto, o fato de eu não gostar de um livro não pode e não deve implicar em simples repulsa ao mesmo. Isto é cegueira.

Depois, é notório e óbvio que muitas pessoas buscam o Centro Espírita pela primeira vez após ler um de seus livros. Para essas pessoas, o livro foi o elo de proximidade com alguma organização espírita.

Ao dizer estas coisas, estou incentivando a leitura de suas obras? Estou dizendo que seus livros são espíritas ou que estão de acordo com o Espiritismo? Estou dizendo que é natural e saudável? Não! Estou, simplesmente, dizendo: é isto que acontece. Ponto.

Parte das críticas a esses meus dois argumentos foram, justamente, dizendo que tais livros não ensinam nada de espiritismo, que afastam as pessoas de uma boa compreensão dos conceitos Kardecianos, etc.

Bem, será que todos os espíritas querem ser catedráticos em Kardec? Será que todos estão interessados em pormenores doutrinários? Será que, para ter uma boa vivência espírita, é preciso viver em pé de guerra com os demais autores? Será que estaríamos discutindo sobre isso hoje se não fossem esses autores que, através do tempo, bem ou mal, desta ou daquela forma, ajudaram a manter a chama do Espiritismo vivo no Brasil?

Bom, vamos imaginar a seguinte situação: uma pessoa leu um livro de Zibia Gasparetto e resolveu, por curiosidade, buscar um Centro Espírita. Lá chegando, irá informar sobre essa leitura. Se for recebida por algum fundamentalista, o mesmo irá se coçar todo de vontade e pode mesmo começar a inundar sua cabeça com picuinhas do doutrinário x antidoutrinário, como frequentemente se vê no Orkut e no Facebook, e isso normalmente com a delicadeza de um rinoceronte…

Não vamos nos esquecer: é a primeira vez que a pessoa pisa num centro. E como é recebida? Com uma tempestade de confusão.

Agora, imaginemos a seguinte situação: uma pessoa leu um livro de Zibia Gasparetto e resolveu, por curiosidade, buscar um Centro Espírita. Lá chegando, irá informar essa leitura. Se for recebida por um bom grupo que preze o estudo e por uma pessoa de tato, será convidada a se inteirar dos estudos, participar das palestras e conhecer mais profundamente as obras de Allan Kardec. Ela é convidada a conhecer o Espiritismo em sua base ao mesmo tempo em que terá toda liberdade de ler o que quiser e de construir sua crença com ampla liberdade, uma vez que não se deseja doutrinar ninguém.

Qual dos dois modelos lhes parece mais coerente?

É preciso considerar, ainda, um terceiro caso. Essa pessoa leu um livro da Zibia, buscou um Centro Espírita para um primeiro contato, gostou, frequenta as palestras, mas não tem interesse em se tornar espírita ou participar efetivamente das tarefas da casa. Não há problema algum nisso. Cada um é livre para construir sua espiritualidade como achar que deve e de modo que isso lhe satisfaça.

Notas:

a) Segundo Aksakof, Japhet, a médium revisora de O Livro dos Espíritos, era profissional. Isto é, viva de seu dom, embora, aparentemente, tenha feito toda a revisão de O Livro dos Espíritos gratuitamente. Leonora Piper, uma das médiuns mais testadas de todos os tempos, também era uma médium profissional. Ela forneceu as melhores evidências científicas de mediunidade até hoje. Logo, o profissionalismo mediúnico não é igual corrupção mediúnica. No Espiritismo não se cobra pela mediunidade, mas nem de longe podemos censurar aqueles que o fazem;

b)    Critica-se Zibia Gasparetto por ter deixado de lado a caridade assistencial em razão de seus livros. Contudo, seus livros, programa de rádio e Tv, consolam milhões de pessoas. Isso não é uma grande caridade? Além, é preciso considerar, conforme a própria matéria da IstoÉ, que ela mantém, desde 1987, uma fundação que oferece cursos profissionalizantes na área de couro para pessoas carentes. Os que a criticam pela falta de caridade tem feito o quê, em troca?

c)    Igualmente, critica-se a editora por ela fundada, Vida & Consciência. Contudo, atualmente, esta é uma das poucas, senão, única, editora Brasileira que tem editado livros científicos sobre reencarnação (como os livros de Ian Stevenson). As grandes editoras espíritas não parecem interessadas no aspecto científico da reencarnação.

Eu já fui um fundamentalista e já critiquei tudo que agora estou defendendo. Porem, não estou defendendo a leitura dos livros da Zibia, não estou dizendo que são doutrinariamente coerentes e, menos ainda, que são espíritas. Estou apenas tentando não passar uma borracha em todo bom trabalho que ela já fez só pelo fato de não concordar com alguns de seus conceitos ou com sua postura pessoal de trabalho, cuja satisfação, nunca será dada a mim, mas somente a Deus.

Se se pode dizer – e se pode – com razão que o segmento religioso do Espiritismo Brasileiro precisa estudar Kardec, não tenho a menor dúvida ao afirmar que o movimento fundamentalista precisa, urgentemente, aprender sobre alteridade.