Arquivo mensal: fevereiro 2013

Entrevista com o médium Celso de Almeida

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Ontem 26/02, o médium Celso de Almeida desencarnou. Essa deve ter sido, provavelmente, uma das últimas entrevistas dele na televisão. Reconheço o Celso como um dos maiores médiuns que já existiram. Fará falta…

http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,2,cidade,7

Visão espírita da homossexualidade

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homossexualidade-pecado-bibliaMuitos iniciantes têm curiosidade sobre esse assunto e diversas vezes ouvi a pergunta: qual a visão espírita da homossexualidade? Sem me alongar, a resposta é simples: não há. A sexualidade humana não é objeto de estudo do Espiritismo. Você pode fazer uma busca nas obras de Allan Kardec, mas eu lhe asseguro: Não há uma vírgula sobre o assunto.

Pode parecer estranho, mas é simples assim. O Espiritismo não tem uma opinião sobre tudo, logo pode ser um pouco frustrante buscar “visões” espíritas por aí. No máximo, o que se encontra são opiniões, mais ou menos fundamentadas, mas que estão longe, todas elas, de ser uma genuína visão espírita.

Assim, tanto faz se o livro A ou B fala sobre o assunto. Tanto faz se o livro A ou B é de um grande expositor espírita ou se os livros foram psicografados por um grande espírito. Argumento de autoridade não funciona no Espiritismo: Tudo que escrevem sobre homossexualidade no Espiritismo, às vezes, travestida de verdade espiritual, é pura opinião pessoal.

O objeto de estudo do Espiritismo está bem definido na folha de rosto de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec: SOBRE A IMORTALIDADE DA ALMA, A NATUREZA DOS ESPÍRITOS E SUAS RELAÇÕES COM OS HOMENS, AS LEIS MORAIS, A VIDA PRESENTE, A VIDA FUTURA E O PORVIR DA HUMANIDADE. Tudo que escapar disso é, rigorosamente, apenas opinião pessoal.

Claro que estes assuntos tocam diversos outros e, por vezes, podemos fazer exames mais ou menos precisos de circunstâncias diversas da vida. Kardec mesmo explorou alguns assuntos que escapavam do âmbito do Espiritismo, sempre se esforçando por deixar claro tratar-se de uma opinião, coisa que, muitas vezes, os autores modernos não fazem, preferindo revestir sua opinião de “opinião espírita”, dando mais valor do que de fato possui.

Contudo, é preciso lembrar: Até 1990, a OMS classificava a homossexualidade como doença mental! Não é sem razão que diversos autores espíritas anteriores a esse período tratavam do assunto como “desequilíbrio”, onde surgiam hipóteses estranhas, desde associar homossexualidade à obsessão ou dizer que os homossexuais são espíritos que permaneceram grande período de tempo no sexo oposto ao atual, etc…

Desta forma, se você quer entender a homossexualidade, busque a ciência. O Espiritismo não tem muito a contribuir neste campo que, como vimos, escapa completamente da sua alçada e, geralmente, quando algum espírita se atreve a entrar nesses campos, produz apenas confusão.

 

 

Índice de Religiosidade aplicado ao público espírita

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Pessoal,

Criei uma pesquisa não-acadêmica com base no Índice de Religiosidade da Universidade de Duke, para que possamos ter algumas noções do quanto o Espiritismo de fato influi na vida das pessoas. São apenas cinco perguntas básicas, responda e nos ajude, divulgando:

https://docs.google.com/forms/d/1QrwsA1VByVJluMDx3aOkRVf-eTqjTN-ezmZZ68yjZfI/viewform 

Causa dos sofrimentos

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imagesBasicamente, segundo os espíritos*, há dois tipos de sofrimento: de causas passadas (isto é, cuja causa está ligada uma encarnação passada) e de vida presente (ou seja, os motivos para o sofrimento se encontram na vida atual).

Muitas pessoas que estão iniciando-se no Espiritismo buscam uma forma clara e rápida de fazer essa distinção. Mas, antes de abordar isso diretamente, pergunto: qual a diferença? Se sofro por causa de um passado que não posso mudar ou se sofro em razão do presente, isso muda o meu sofrer?

Grande parte das pessoas que encontrei com essa dúvida queriam, no fundo, encontrar uma justificativa maior. Uma justificativa que justificasse o seu presente ou que lhes desses o impulso necessário para seguir adiante ou desistir de vez. Alguém ou alguma coisa com que pudessem dividir a responsabilidade pela atitude tomada.

É assim que, frequentemente, encontro mulheres que se entregam às paixões com homens casados e que buscam no espiritismo uma justificativa para seus comportamentos e atos. Seria muito mais rico se o que a impele a manter essa relação não fosse o seu caráter, mas, sim, o fruto de um amor prejudicado no passado, pensam…

É desta forma, também, que tenho encontrado homens casados e que vão à busca de aventuras sexuais, dizendo-se infelizes no casamento e que não separam por conta dos filhos. Os filhos, aqui, servem bem de muleta à falta de coragem do pai. Grande parte dos nossos sofrimentos é causada por nós mesmos, cavados com a própria mão.

Certa vez encontrei uma senhora queixosa que dizia ter sido traída pelo marido. Ela contava, tristemente, sua humilhação.  Choro, arrependimento, raiva, angústia… Quando inquirida, porém, sobre seu histórico com o marido, revela que apenas durante o namoro ela o pegou, flagrantemente, em três traições. Ainda assim, contudo, casou-se e os anos passaram, até que nova traição lhe saltou às vistas e tudo ruiu.

Sua dúvida? A de sempre: Isso está ligado ao passado? Sim, está! Mas, qual passado? Ora, ao namoro! A vida não lhe deu três sinais claros de que o futuro marido não estava em condições de honrar o compromisso? Contudo, ainda assim, ela não quis ver ou, se viu, guardou esperanças de melhoria. Comprou, ela mesma, um título cuja rentabilidade era incerta. Arriscou-se.

Tudo poderia ter dado brilhantemente certo. Mas, não foi assim que aconteceu. Ela investiu e não obteve lucro… Agora, sofre. Contudo, poderá protestar ignorância? Poderá protestar injustiça Divina? Não quero, com isso, dizer que a culpa é dela. Não é. Mas, que tampouco é vítima inocente.

Os sofrimentos ligados à vida passada são aqueles sofrimentos que nada podemos fazer contra. São as consequências dos atos passados que repercutem, agora, na vida atual. Eles surgem, misteriosamente, a despeito das nossas ações. Passam por nós como uma locomotiva em linha reta sem parar para subirmos. Só podemos tentar viver com resignação e fazer todo o possível para abrandá-lo. Mas, como diz a velha música, ele chega “sem pedir licença, muda a nossa vida, e depois nos convida a rir ou chorar”.

Assim, quando em dúvida se os sofrimentos atuais provem de uma vida passada ou da vida presente, interrogue-se, sinceramente, se poderia ter feito algo para atenuá-los ou se não foi através das próprias atitudes (ou falta delas) que as coisas tomaram tal rumo.

Esse processo é doloroso, pois, muitas vezes, seremos obrigados a nos confrontar diretamente e deixar o coitadismo e o vitimismo que arranca lágrimas dos outros, mas não resolve nossos problemas.

Este é o único método mais ou menos seguro para sabermos a origem do sofrimento.

 * O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V – Causas atuais das aflições e causas anteriores das aflições.

No Limiar do Amanhã

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No Limiar do Amanhã, programa radiofônico produzido pelo Grupo Espírita Emmanuel e apresentado por Herculano Pires foi, sem dúvida, um marco no movimento filosófico-religioso do Espiritismo Brasileiro, na década de 1970.

Alguns áudios destes programas estão disponíveis para download e são recomendadíssimos, especialmente, para àqueles que desejam conhecer mais profundamente essa corrente dentro do Movimento Espírita.

Acesse aqui.