Evolução ou progresso espiritual?

Erick S. A. Machado – ericksamachado@hotmail.com

Significados

Evolução e Progresso são duas palavras com significados distintos. Contudo, elas compartilham uma interseção que faz com que, muitas vezes, sejam empregadas como sinônimos. O inconveniente eventual desse emprego é que, por vezes, as diferenças de significado se perdem, nivelando conceitos diversos e eventualmente empobrecendo ou até mesmo deturpando o conteúdo da mensagem. Para apoiar uma análise de seus significados, seguem as ocorrências de ambos os verbetes em dois dicionários – o tradicional e conceituado Aurélio e o moderno Priberam, disponível na internet.
Aurélio:

Evolução. S. f.

1.    Desenvolvimento progressivo duma ideia, acontecimento, ação, etc.
2.    Movimento progressivo. [Antônimo (nesta acepção): involução].
3.    Cada um de uma série de determinados movimentos harmônicos, ou que determinem a passagem de uma posição à outra.

4.    Movimento regular de tropas em manobras, ou de esquadras de navios.
5.    Biol. Ger.Teoria que admite a transformação dum agregado de partes homogêneas em outro mais complexo, ou dum conjunto de elementos homogêneos em um agregado de elementos mais diferenciados.

Progresso. S. m.

1.    Ato ou efeito de progredir; progredimento; progressão.
2.    Movimento ou marcha para adiante; avanço.
3.    O conjunto das mudanças ocorridas no curso do tempo; evolução.
4.    Desenvolvimento ou alteração em sentido favorável; avanço, melhoria.
5.    Acumulação de aquisições materiais e de conhecimentos objetivos capazes de transformar a vida social e de conferir-lhe maior significação e alcance no contexto da experiência humana; civilização, desenvolvimento.
6.    Expansão, propagação.


Priberam:

Evolução. S. f.
1.    Movimento de tropas, de navios, etc. (para mudarem de formatura ou de direcção).
2.    Nova fase em que entra uma ideia, um sistema, uma ciência, etc.
3.    Desenvolvimento ou transformação gradual e progressiva (operada nas ideias, etc.).
4.    Movimento (em exercício ginástico).
5.    Crescimento; desenvolvimento; aperfeiçoamento; exercício.
Progresso |é| (latim progressus, -us). S. m.
1.    Marcha ou movimento para diante.
2.    Adiantamento.
3.    Desenvolvimento.
4.    Movimento progressivo da civilização.
5.    Aperfeiçoamento.
Evolução

A palavra evolução traz consigo uma ideia clara de movimento, de transformação. Ela se popularizou bastante com a Teoria da Evolução das Espécies de Darwin. Este conjugou a palavra ao conceito de adaptação, que proporciona sobrevivência e perpetuação da espécie, conforme explicado pelo ilustre cientista. Pode ainda ter um sentido mais restrito, para descrever um movimento particular. É assim, por exemplo, que nos desfiles de escolas de samba avalia-se o quesito evolução, que envolve do espaçamento entre os componentes até à sua empolgação e criatividade. Da mesma maneira, narradores de futebol descrevem lances em partidas dizendo, por exemplo, que “o jogador evoluiu com a bola até o campo adversário”.

Dentro da variedade de possibilidades que a palavra enseja não há um direcionamento único da transformação empreendida, e nem um julgamento da qualidade moral ou técnica que sirva para todas as situações. Em muitas delas, faz referência a algo considerado bom, desejável, de qualidade superior – se afirmarmos que a Medicina evoluiu muito nas últimas décadas, certamente isso é considerado uma satisfação, uma mudança para melhor. Em outros momentos, apresenta apenas uma mudança neutra, que acarreta um novo arranjo, uma nova disposição, mas que, ao fim do processo, não é necessariamente melhor que o estado anterior. É o caso do Evolucionismo, onde um grupo de animais de uma mesma espécie pode se separar, e, em ambientes isolados, dando origem a novas espécies após algumas gerações.

Esse fato não torna uma espécie superior à outra e nem à anterior; ocorre apenas uma adaptação que objetiva garantir a perpetuação das espécies em cada ambiente. Da mesma maneira, o desportista que evolui com a bola executa um movimento simples e neutro. Mas em alguns casos a palavra evoca algo indesejável, ruim, pior. Por exemplo, quando falamos de enfermidades, o termo frequentemente descreve uma piora no estado de saúde. Se um câncer se espalha pelo corpo, isso é uma evolução da doença, podendo chegar ao extremo de evoluir até o óbito.

Percebemos, portanto, que a palavra evolução tem um leque amplo de possibilidades, que varia com os diversos contextos possíveis e, por isso mesmo, não possui um juízo absoluto de valor moral ou técnico – pode ser ruim, bom, superior, inferior ou mesmo neutro.
Progresso

A palavra progresso é consideravelmente mais restrita. Seu emprego evoca, na quase totalidade dos casos, uma melhoria, um movimento para frente, um avanço. Carrega consigo um juízo técnico e/ou moral positivo, às vezes mais intenso e outras vezes menos explícito. Ainda quando se critica o progresso (da civilização, por exemplo), indicando que este trouxe também mudanças negativas, é porque inicialmente se espera dessa palavra apenas o que é positivo – nesse caso, a crítica acaba sendo um reforço da ideia boa que em princípio, por definição, é associada ao termo.


Notamos, analisando os significados e pelo próprio senso comum, que a palavra progresso é bem mais estreita que a palavra evolução, compreendendo um movimento específico para adiante, e uma valoração técnica e/ou moral considerada boa, melhor, desejável, superior. Dessa maneira, um dos sentidos da palavra evoluçãocorresponde mais ou menos à palavra progresso. Porém, existem outros tantos sentidos da primeira que são independentes ou até mesmo contrários a esta última. Disso é fácil concluir que o emprego da primeira terá um sentido subordinado ao contexto e passível de interpretação. Já a segunda, por ter um sentido mais restrito, geralmente independe do contexto – na verdade, a palavra progresso é tão direta que acaba imprimindo a o contexto sua significação consagrada, ainda que seja subvertida por uma crítica.
Evolução e Lei do Progresso

É comum, no Movimento Espírita, um emprego excessivo e indiscriminado da palavra evolução, bem como de conceitos relacionados, enquanto a palavra progresso e a lei apresentada pelos Espíritos que leva o mesmo nome, muitas vezes são esquecidas. Ocasionalmente, são traçados até mesmo paralelos entre Espiritismo e Evolucionismo, como se a Doutrina Espírita fosse o correspondente espiritual da Teoria da Evolução das Espécies de Darwin, que seria sua contraparte corporal. Essa comparação altamente equivocada, bem como a utilização da palavra evolução em larga escala, ignora as diferenças entre matéria e espírito e dá margem a interpretações errôneas dos conceitos espíritas, por parte de ouvintes desavisados e até mesmo de adeptos da doutrina.

Duas pesquisas publicadas na conceituada revista Nature ajudam a compreender a diferença fundamental entre Evolucionismo e a Lei do Progresso, explicitada no Livro dos Espíritos e fundamental doutrinariamente. A primeira é do grupo de Hans Thewissen. A partir da análise de vários fósseis, ele propôs uma explicação de como mamíferos, originalmente animais terrestres, puderam dar origem às baleias, adaptadas à vida aquática. A segunda, elaborada pelo grupo de Edward Daeschler, busca explicar, também através de fósseis e de forma bastante original, como animais aquáticos se adaptaram à vida terrestre .Ou seja, duas transformações que avançam em sentidos contrários são possíveis e perfeitamente justificáveis sob a ótica evolucionista – ela explica como alguns animais migraram da terra para o mar e como outros fizeram o caminho inverso.

O Evolucionismo trata de um conceito de adaptação que envolve fatores ambientais, genética e reprodução, num contexto absolutamente mecânico e corporal, sem nenhuma conotação moral. Apresenta um sistema racional para as transformações da vida material, mas não tem qualquer pretensão de estabelecer que essa vida se torna melhor em algum aspecto absoluto. Ela passa a ser tão somente mais adaptada a uma situação transitória, relativa a um determinado lugar no tempo eno espaço, transformação que pode vir a ser totalmente diferente ou até mesmo contrária em outro momento.

Já no que diz respeito à Lei do Progresso, a Codificação é clara em apontar que o espírito avança sempre, em um único sentido, jamais regride (LE 118 e 778), adquire mais conhecimento, cresce em moralidade (LE 780), e sequer é capaz de deter esse adiantamento (LE 781). Esse sistema que preside a existência e desenvolvimento dos seres inteligentes reflete a sabedoria do Criador (LE 116 e 132). Ele manifesta notoriamente o Bem, atuando segundo a Lei Divina e conferindo mérito individual a cada passo definitivo que o ser dá na estrada de seu próprio crescimento (LE 119). A Lei do Progresso, que rege o princípio inteligente, é totalmente diferente das mudanças circunstanciais, neutras e transitórias da matéria, ainda que animada, cujos mecanismos são analisados, entre outras, pela Teoria da Evolução das Espécies, de Darwin.

O elemento material está sujeito a processos evolutivos, em constante modificação, construção e destruição. Essa dinâmica, entretanto, não altera sua essência; será sempre matéria, nada mais, nada menos. Não existe matéria melhor, ou “mais adiantada”, já que não progride, ao contrário do princípio inteligente. Sendo o laço que prende o espírito, certamente ela estará associada, eventualmente, a mundos superiores, corpos e perispíritos mais depurados; porém, isso é um mérito exclusivo do elemento inteligente que a manipula e se serve dela. O elemento material em si mesmo sofrerá transformações que, posteriormente o levarão a mundos inferiores e envoltórios de seres primitivos, e assim sucessivamente, em ciclos infinitos. Apenas o princípio inteligente se torna cada vez melhor, sujeito que é à Lei de Progresso.

Codificação, vocabulário e Movimento Espírita

Um dado interessante que mostra vividamente o papel dessas duas palavras dentro da Doutrina Espírita é o número de ocorrências de ambas nas obras fundamentais (assim estabelecidas por Kardec no Catálogo Racional das Obras pra formação de uma Biblioteca Espírita, publicado em 1869). A contagem não pode ser considerada absoluta porque, entre outros fatores, os números variam com a tradução, artigos da Revista Espírita que fazem parte de outros livros são contados em duplicidade, e os termos possuem diferentes sentidos dentro de cada contexto. Ainda assim, é possível fazer uma ideia muito nítida da aplicação geral pela magnitude dos números envolvidos.

Livro
Ocorrências da palavra*
Progresso
Evolução
Evolução**
O Livro dos Espíritos
158
2
0
O Livro dos Médiuns
16
2
0
O Evangelho Segundo o Espiritismo
67
0
0
A Gênese
91
2
1
O Céu e o Inferno
115
5
5
O Que é o Espiritismo
37
1
1
Instruções Práticas das Manifestações Espíritas
10
4
0
Viagem Espírita em 1862
18
1
0
O Espiritismo em sua Expressão mais Simples
6
0
0
Resumo das Leis dos Fenômenos Espíritas
1
0
0
Revista Espírita
828
6
0
Total
1347
23
7

* Foi utilizada a busca eletrônica de um programa de leitura de documentos. Ocorrências em notas do tradutor ou da editora, bem como em índices analíticos, não foram consideradas. O número pode variar de acordo com a tradução.
** Ocorrências (já contadas na coluna ao lado) da palavra “evolução” acompanhadas de palavras como “progresso”,”progressivo”, “adiantamento” e similares, que ajudam a compor seu sentido no contexto.
Salta aos olhos uma preferência incontestável pelo verbete progressona composição da Codificação Espírita. Este fato não pode ser visto de modo algum como surpreendente, acidental ou com indiferença; diante de tudo que foi exposto até agora acerca do significado dessas palavras, a lógica e o bom senso dizem ser o mais racional. As ocorrências de evolução não chegam a 2% das aparições de progresso. Considerando apenas os casos onde a primeira aparece isolada, sem nenhum derivado da segunda a acompanhar no contexto, a taxa cai para 1%. Na busca disponibilizada no site do IPEAK (Instituto de Pesquisas Espíritas Allan Kardec) às obras catalogadas, a taxa é semelhante: 2,4% (864 retornos para “progresso”, contra 21 para “evolução”).

Contudo, em estudos, debates, palestras e publicações espíritas atuais, não se observa uma utilização cem vezes maior da palavra progresso, proporção observada no padrão vocabular de codificação da Doutrina Espírita. Por incompreensão da diferença entre as palavras e inversão de conteúdo, criou-se inclusive de um adendo indébito à Lei Natural exposta na Parte Terceira do Livro dos Espíritos, quando em algum momento foi cunhada e incorporada ao vocabulário do Movimento Espíritaa expressão “Lei de Evolução”. Esta carece de sentido diante da Codificação, e traz no próprio nome, como foi exposto, uma carga de possíveis significados que mistura conceitos diversos e não acrescenta conhecimento, convertendo-se em modismo; por sua falta de conteúdo espírita abre a possibilidade de embasar opiniões pessoais. 

Um nome vistoso, e sem referências às quais recorrer, é escudo insuspeito para informações de procedência duvidosa. Pode-se dizer: “de acordo com a ‘Lei de Evolução’…” e completar com o que se queira; tal lei não existe na Doutrina Espírita e por isso mesmo aceita qualquer conteúdo que se lhe impute. Ainda que de forma desavisada, talvez até inicialmente uma expressão ocasional e despretensiosa, passou a integrar o vocabulário de boa parte do Movimento Espírita, agravando interpretações inócuas ou equivocadas, e sendo aceita, por falta de estudo, onde deveria ser exposta e debatida a Lei do Progresso.
Conclusão
As palavras, por si só, não são boas ou ruins. Da mesma maneira, não existe palavra inadequada – existe utilização incorreta, emprego equivocado que expressa uma ideia que não corresponde à intenção do mensageiro e/ou à veracidade da mensagem. Por isso, longe de anatematizar evolução e privilegiar a palavra progresso, o exposto busca esclarecer a diferença entre elas, promovendo seu uso adequado. Se a própria Codificação, apesar do evidente maior emprego de uma em relação à outra, se utilizou das duas, não haverá de se levantar qualquer tipo de proibição. Trata-se apenas de conscientizar e alertar desvios, prezando pela clareza e fidelidade da mensagem espírita.
  
Bibliografia
Liga independente das escolas de samba do rio de janeiro.Manual do julgador. Rio de Janeiro, 2010. p. 28. Disponível em: <http://liesa.globo.com/2010/por/03carnaval10/manual/Liesa_Carnaval_2010_ManualJulgador.pdf&gt;
Thewissen, J. G. M., Cooper, L. N., Clementz, M. T., Bajpai, S. &Tiwari, B. N. Whales originated from aquatic artiodactyls in the Eocene epoch of India. Nature.450, 1190–1194 (2007).
Daeschler, E. B., Shubin, N. H., Jenkins, F. A. A Devonian tetrapod-like fish and the evolution of the tetrapod body plan. Nature. 440, 757–763 (2006).
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa Básico. 1. ed. 3. impressão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.
PRIBERAM. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Disponível em: <http://www.priberam.pt/dlpo/&gt;. Acesso em: 01 de junho de 2012.
KARDEC, Allan [Hippolyte Léon Denizard Rivail]. O Livro dos Espíritos. Versão eletrônica. Petit editora. Disponível em: <http://www.petit.com.br/site/LivroEspiritos.php>. Acesso em: 30 de maio de 2012.
KARDEC, Allan [Hippolyte Léon Denizard Rivail]. O Livro dos Médiuns. Tradução de Renata Barboza da Silva, Simone T. Nakamura Bele da Silva. São Paulo: Petit Editora, 2004. Versão eletrônica.
 
KARDEC, Allan [Hippolyte Léon Denizard Rivail]. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 1. ed. de bolso. Rio de Janeiro: Centro Espírita Leon Denis, 2001. Versão eletrônica.
 
KARDEC, Allan [Hippolyte Léon Denizard Rivail]. A Gênese. Versão eletrônica. Federação Espírita Brasileira. Disponível em: <http://www.febnet.org.br/ba/file/Obras%20B%C3%A1sicas/ge.pdf&gt;. Acesso em: 30 de maio de 2012.
KARDEC, Allan [Hippolyte Léon Denizard Rivail]. O Céu e o Inferno. Versão eletrônica. Federação Espírita Brasileira. Disponível em: <http://www.febnet.org.br/ba/file/Obras%20B%C3%A1sicas/ci.pdf&gt;. Acesso em: 30 de maio de 2012.
KARDEC, Allan [Hippolyte Léon Denizard Rivail]. O que é o Espirtismo. 37. ed.Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira. Versão eletrônica.
KARDEC, Allan [Hippolyte Léon Denizard Rivail]. Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas. Versão eletrônica. Disponível em: <www.aeradoespirito.net/LivrosCodEspirita/InstPratManifEsp.pdf>. Acesso em: 01 de junho de 2012.
KARDEC, Allan [Hippolyte Léon Denizard Rivail]. Viagem Espírita em 1862. Tradução de Wallace Leal V. Rodrigues. Versão eletrônica. Disponível em: <www.oconsolador.com.br/linkfixo/…/viagemespirita1862.pdf>. Acesso em: 01 de junho de 2012.
KARDEC, Allan [Hippolyte Léon Denizard Rivail]. O Espiritismo em sua Expressão mais Simples. Tradução de Dafne R. Nacimento. 2. ed. São Paulo: Edições FEESP, 1989. Versão eletrônica.
KARDEC, Allan [Hippolyte Léon Denizard Rivail]. Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas. Tradução de Salvador Gentile. Edição eletrônica. Disponível em: http://www.meiovirtual.net/cosmica/livros/allan_kardec/allan_kardec_resumo_da_lei_dos_fenomenos_espiritas.pdf&gt;. Acesso em: 01 de junho de 2012.
KARDEC, Allan [Hippolyte Léon Denizard Rivail]. Catálogo Racional das Obras para se formar uma Biblioteca Espírita. Edição eletrônica. Disponível em: http://www.aeradoespirito.net/LivrosCodEspirita/CatalRaciObrasPSFundarUmaBiblioEspirita.pdf&gt;. Acesso em: 01 de junho de 2012.
REVISTA ESPÍRITA – Jornal de Estudos Psicológicos (RevueSpirite). 1858-1869. Mensal. IDE, 2001. Versão Eletrônica.
IPEAK. Instituto de Pesquisas Espíritas Allan Kardec. Disponível em: <http://www.ipeak.com.br/site/index.php&gt;. Acesso em: 19 de setembro de 2012.

Ao longo dos anos, percebemos que responder aos contraditores, quase sempre munidos de paixão pessoal, nos custava tempo e energia que poderiam ser aplicados em algo mais útil. Por essa razão, não respondemos ataques. Ofensas serão deletadas.

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